O Residencial Duarte Murtinho (SP), do Boldarini Arquitetos Associados, integra o conteúdo do filme © Leonardo Finotti

UIA2021RIO lançará filme-exposição com arquitetos de países de língua portuguesa

No dia 18 de julho, às 11h30, vai ao ar o filme-exposição ‘Arquiteturas em Português – Diálogos Emergentes’. A iniciativa do CIALP congrega 11 trabalhos de ateliers sediados em Cabo Verde, Brasil, Goa, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe

No próximo domingo, 18 de julho, às 11h30 (BRT), durante o 30º aniversário do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP), lança-se o filme-exposição ‘Arquiteturas em Português – Diálogos Emergentes’, iniciativa do próprio Conselho que contará com a apresentação de trabalhos de ateliers de oito territórios: Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Com curadoria de Ana Vaz Milheiro, Inês Lima Rodrigues e Jorge Figueira, e coordenação de Rui Leão, o filme-exposição compõe a programação do 27º Congresso Internacional de Arquitetos (UIA2021RIO) – com início de sua programação máxima no próximo domingo -, e propõe experiências de ateliers comprometidos com uma prática social integrante a modelos construtivos locais, sensibilidade artística e o saber disciplinar da arquitetura.

 

A seleção dos ateliers resulta de uma chamada de projetos que foi lançada pelas associações e ordens locais, com a supervisão dos curadores. O filme retrata experiências diferenciadas de projetar e viver, com o testemunho direto dos arquitetos. Em casas distintas, vemos o quotidiano atravessar a arquitetura, antes e durante a pandemia”, pontua a nota do Centro Cultural Português em Brasília (Camões), apoiador do projeto.

 

Nesse sentido, o filme apresenta um testemunho a partir dos oito territórios que integram a CIALP e 11 experiências projetuais de arquitetos à procura de respostas – colocando em perspectiva diferentes geografias e contextos, é possível constatar como a arquitetura pode ser um modo privilegiado de lidar e eventualmente transcender as condições sociais e sanitárias, económicas e políticas.

“Sociabilidade” e “quotidiano” são as palavras-chave do guião fílmico, que captou as urgências particulares de cada contexto, revertidas no programa da habitação individual ou coletiva. Em relação a tal uso, colocam-se três questões condutoras: “A casa transformada em local de trabalho passa a ter outro nome? Como se vive/trabalha nestas casas? Como viver e trabalhar durante a pandemia?”.

Do Brasil foram selecionadas as obras Casas MBV2, do Rede Arquitetos (Ceará, 2020) e Residencial Duarte Murtinho, de Marcos Boldarini Arquitetos Associados, (São Paulo, 2018); de Portugal, Casa Vermelha, do ExtraStudio (Azeitão, 2016) e Casas 6 e 12, de José Lobo Almeida, (Porto, 2018); e de Cabo Verde o Condomínio Asa, de Maurício dos Santos (Praia, 2010) e Habitação Palmarejo Grande, de César Freitas (Praia, 2013).

Goa contará com House in Assagao, de Yatin Fulari, (Bairo Alto, 2017); Guiné-Bissau com Residência + Hemeroteca, de Geraldo Pina (Malafo, 2021); Macau com The Studio, de Jimmy Wardhana (Macau, 2016); Moçambique, Condomínio Terra, de Ernesto Nagel (Maputo, 2018); e, por fim, São Tomé e Príncipe apresentará Moradia Edson Gomes, de Eudes Aguiar (Água Arroz, 2018).

O projeto será apresentado no Salão da Sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento Rio de Janeiro (IAB/RJ), podendo também ser acompanhado digitalmente através do canal YouTube IAB/CE. Na inauguração está prevista a presença do embaixador de Portugal em Brasília, Luís Faro Ramos, além de Luís Gaspar da Silva, Cônsul-Geral no Rio de Janeiro, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, e Alexandra Pinho, diretora do Camões.