Imagem: Divulgação/Via Gazeta do Povo

Requalificação do Centro curitibano começa a ganhar forma

A contribuinte para o movimento é a Imobiliária Apolar que, já no último dezembro, apresentou um projeto de retrofit para a região. A intenção é estimular a diversidade de ocupação e multiplicar a iniciativa

Com o objetivo de diversificar a ocupação de bairros centrais em cidades e estimular fluxo e permanência para além de horários comerciais, a imobiliária Apolar anunciou seu projeto de “retrofit em série”, que irá revitalizar imóveis desocupados ou subutilizados e contribuir para o aumento de moradores no Centro de Curitiba, Paraná.

A missão de resgate é fruto da experiência profissional de Jean Michel Galiano, atual diretor da Apolar Centro e antigo contribuinte na Associação Comercial do Paraná (ACP) e no Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi).

O projeto nasceu do conhecimento adquirido nas minhas atuações, juntamente com o objetivo da Apolar de fazer locações. Há muitos proprietários sem saber o que fazer com prédios que já foram hotel, repartições públicas, hoje sem utilidade”, discorre a Gazeta do Povo o profissional.

 

No último dezembro o projeto tomou forma ao ser apresentado o primeiro empreendimento adepto ao movimento. Localizado na rua Tibagi, onde funcionou uma repartição pública, o prédio comercial transforma-se em 60 unidades residenciais, variantes entre studios de 18 a 20 metros quadrados, dos quais nove unidades, das dez preparadas para a fase de pré-lançamento, já foram locadas.

O projeto leva a assinatura dos arquitetos Isabela Padua e Leonardo Ribeiro, que se atentam à manutenção de características internas e originais do edifício, com inclusões alusivas ao processo de retrofit. Datado de 1992 e assinado por Glaucio Baraquet Groff, o prédio permanece com pisos originais de taco nos apartamentos e áreas comuns, assim como o de mármore, na portaria (todos revitalizados). Também permanecem azulejos dos banheiros.

 

 

Imagens: Divulgação/Via Gazeta do Povo

 

As áreas privativas dos studios correspondem às da planta original do edifício, dispensando a necessidade de outros fechamentos. Foram igualmente mantidas as características de portas e esquadrias, e atualizadas instalações elétricas e hidráulicas.

A modificação marcante se encontra na fachada do prédio: “O conceito estava baseado em tornar [o prédio] símbolo na escala do bairro, e reinseri-lo na paisagem urbana. Para isso, além das áreas comerciais do térreo, optamos por uma fachada colorida, que dá identidade ao edifício – no sentido do nível da rua ao topo, as cores vão de mais frias a mais quentes”, conta Isabela a Gazeta do Povo.

As mesmas cores estão rebatidas nas portas dos elevadores conforme o andar em que se localizam. “Isso promove uma ligação entre o usuário e o prédio”, complementou a arquiteta.

 

Foto: Divulgação/Via Gazeta do Povo

 

O investimento para a obra é feito pela própria imobiliária, futuramente descontado dos aluguéis. No edifício da Tibagi, por exemplo, há três opções de locação: studios desocupado, semimobiliado ou mobiliado (incluindo eletrodomésticos). Assim “o inquilino pode escolher a quantidade de móveis que deseja (…). Nós temos uma parceria com a Italínea, e em sete dias entregamos a unidade personalizada para a mudança”, afirma Jean.

A intenção, segundo o diretor da imobiliária, é que a iniciativa se expanda a novos edifícios, alguns já em fase de estudo. É válido pontuar que proprietários interessados estão livres para procurar a Apolar.