Casa 239, UNA barbara e valentim (Foto: Nelson Kon)

Projeto do UNA Arquitetos é finalista no concurso BAQ2020

O projeto Casa 239, coordenado pelos arquitetos Fernanda Barbara e Fabio Valentim, agora sócios do UNA barbara e valentim, disputa a final no Prêmio Panamericano junto a outras 43 propostas edificadas. O resultado sai no próximo dia 20 de novembro. Acompanhe!

Na última semana, a Bienal de Arquitetura de Quito 2020 (BAQ2020) anunciou os finalistas que concorrem no Concurso promovido pelo evento e, especificamente àquele que se refere ao Prêmio Panamericano, uma inscrição brasileira se destaca – trata-se da Casa 239 desenvolvida pelo escritório paulistano UNA Arquitetos e com coordenação dos arquitetos Fernanda Barbara e Fabio Valentim, agora sócios do UNA barbara e valentim. O veredito que indicará os vencedores será anunciado na próxima sexta-feira, 20 de novembro.

 

(Foto: Nelson Kon)

 

A conformação do escritório UNA barbara e valentim é, na verdade, recente (2019), pois deriva da sociedade entre Fernanda Barbara e Fabio Valentim após mais de 20 anos como sócios do escritório Una Arquitetos. A proposta desta nova união abre perspectivas de trabalho com um conjunto de projetos em desenvolvimento nas áreas residencial, comercial, edifícios de uso misto e cultural, além de consolidar equipe de colaboradores e parceria com empresas de engenharia, artes e design e de profissionais multidisciplinares, como suporte a pesquisas permanente nos projetos do edifício, da cidade e do ambiente.

Com relação à Casa 239, o projeto é de 2012 e reúne em seu time de desenvolvedores responsáveis os nomes de Babara, Valentim, Cristiane Muniz e Fernando Viégas – o quarteto do antigo UNA arquitetos. Sobre a residência, o time descreve:

Uma casa desenhada para uma família específica, mesmo que sempre se imagine o projeto adequado a qualquer pessoa. Mais feminina que masculina, a casa abraça uma jabuticabeira de cinco décadas, no centro do lote. Forma-se aí um pequeno pátio para onde se voltam quase todos os ambientes, varanda, sala de estar, jantar, cozinha, sala de estudos e um dormitório. As inflexões dos dois braços buscam vistas aproximadas da árvore e também vistas sobre si mesma, como duas pequenas casas que se olham.

Os dormitórios das crianças recebem o sol da manhã, na mesma face em que uma dobra na parede de concreto define a entrada da casa. Também já estavam lá, nas bordas do terreno, outras árvores de grande porte, Tipuanas, Jerivás, Palmeiras e Pitangueiras. Para desfrutar dessa paisagem da copa das árvores, junto com as vistas da cidade, há uma piscina e um terraço que ocupam toda a cobertura.

O pátio, o volume recortado, envidraçado para o interior é a primeira unidade da Escola do Porto (e outros Sizas). O pátio desejaria (o mais profundo desejo) ser Aalto (Muuratsalo). A piscina lembra, sem lembrar, a Villa Dall’ava e um pouco a cobertura da casa Millan. A circulação em ponte é a Maison La Roche, podendo aqui se voltar apenas para uma fresta, interna à casa. Quer lembrar também as casas do Artigas (a Baeta!). Mas o Artigas está sobretudo no desejo de acertar a escala dos espaços.

 

 

Os caixilhos são irregulares, com grandes superfícies em madeira como na Maison Jaoul, querem ser uma grelha, que faz a mediação entre o espaço interno e externo, como na casa Curutchet. Os montantes são largos e altos, como fez Louis Kahn (Esherick House). Lá os pés direitos são duplos, o caixilho é único, aqui o caixilho busca de um outro modo a unidade vertical.

A sala de jantar, aberta para todos os lados, vem da memória das pequenas casas do Breuer no Cape Cod.

O espírito deseja ser o da casa dos Eames e do Sérgio Fernandes em Caminha.

São as casas que nos habitam.

 

 

Confira os demais finalistas do Prêmio Panamericano BAQ2020.

Acompanhe o restante da programação da BAQ2020.