(Imagem: Cortesia Gehl Architects)

Pesquisa da Gehl Architects evidencia o espaço público antes, durante e depois de pandemia

Em meio ao isolamento, mais de 2000 participantes de todo o mundo compartilharam acerca da representatividade de lugares públicos para seu dia a dia

A recente pesquisa global realizada pela Gehl Architects sobre o uso do espaço público durante a pandemia do Covid-19 revela a percepção dos espaços públicos antes e durante o período de isolamento mundial. Ao todo, 40 estados dos Estados Unidos e 68 países representantes de todos os continentes (exceto Antártica) compartilharam os papéis vitais e variados que os espaços públicos desempenham em suas vidas cotidianas.

A título de exemplificação, a primeira constatação refere-se à porcentagem da amostra (35% de 2.023 pessoas) que negou usufruir da infraestrutura do espaço público em seu dia a dia e optar pela permanência em casa, a não ser pela necessidade de cumprir tarefas essenciais. O restante revelou considerar como opção de passeio os lugares que estejam próximos aos seus locais de moradia, incluindo ruas, calçadas, praças e parques.

Neste período de controle de idas e vindas, o cenário se potencializa em ambas as vertentes, isso porque agora é necessária a permanência dentro dos lares e aquelas atividades de estar, descomprimir, exercitar e socializar são exercidas, no máximo, nos próprios bairros de cada participante sobretudo em locais de passagem, como ruas e calçadas – desde que a uma distância segura.

Ainda assim, os dados desta pesquisa se afirmam como um panorama genérico o uso do espaço público em âmbito global – principalmente pelo modo online de aplicação. O grande objetivo é servir como mais uma orientação a planejadores, estrategistas e designers urbanos, tendo às claras que eles excluem a diversidade de condições apresentadas em cada local, ou à variedade de acesso ao espaço aberto de qualidade de quarteirão a quarteirão, bairro a bairro e cidade a cidade. Nos próximos meses, a Gehl Architects planeja aprofundar essa pesquisa sobre em parceria com seus clientes em diferentes cidades do mundo.

Por enquanto, essas são as descobertas pela pesquisa inicial aplicada:

1 – OPTANDO POR ESTAR DENTRO
Mais de um terço dos entrevistados ficam fora dos espaços públicos, exceto pelas necessidades essenciais – e isso é mais reforçado para as pessoas que não vivem nos Estados Unidos.

(Imagem: Cortesia Gehl Architects)

 

2 – SENTINDO O APERTO NOS ESPAÇOS DO DIA A DIA
Usa-se ruas, calçadas e parques de sua própria vizinhança acima de tudo.

(Imagem: Cortesia Gehl Architects)

 

3 – PRIORIZANDO A SAÚDE MENTAL E FÍSICA
Sobretudo os entrevistados mais vulneráveis ​​ao Covid-19 estão saindo para atividades que beneficiam sua saúde física e mental.

(Imagem: Cortesia Gehl Architects)

 

4 – FAZENDO A VIDA SOCIAL FUNCIONAR
Mais da metade dos entrevistados socializam, com segurança, com pessoas fora de suas famílias, principalmente aqueles com maior risco ao contágio.

(Imagem: Cortesia Gehl Architects)

 

5 – ANDANDO MAIS, DIRIGINDO MENOS
Dois terços dos entrevistados relatam que estão andando mais do que o habitual, circulando menos com carros particulares, táxis ou formas de compartilhamento.

(Imagem: Cortesia Gehl Architects)

 

 

* Mais informações no site oficial da Gehl Architects.