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Parque Augusta, em São Paulo, será finalmente inaugurado neste final de semana

Entre idas e vindas, paralisações e adiamentos, a expectativa é de que a área verde de aproximadamente 25 mil metros quadrados seja aberta ao público no próximo sábado, 6 de novembro

Depois de um longo período de debate e definições, São Paulo ganha novo parque público, o Parque Augusta Bruno Covas, localizado na região central da cidade e nomeado assim em homenagem ao ex-prefeito de São Paulo, que faleceu este ano. A inauguração está prevista para amanhã, sábado, 6 de novembro.

Com projetos de arquitetura, paisagismo e restauro encabeçados pela Kruchin Arquitetura, que tem à frente o arquiteto e urbanista Samuel Kruchin, e em uma Parceria Público-Privada entre SETIN Incorporadora, Cyrela e Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura da Cidade de São Paulo (SMVA), o projeto vem acompanhado da missão de resgatar elementos históricos da cidade.

Uma nova área verde dessas dimensões é, sem dúvida, um ganho para a população. Diria que o mais relevante de todo o processo foi incorporar registros históricos que estavam soterrados. É um parque que ajuda a contar parte da história da Educação na capital, dos seus espaços públicos e dos seus jardins”, pontua Samuel Kruchin, arquiteto responsável pelo projeto.

 

Em área de quase 25 mil metros quadrados, o terreno reúne fragmentos de construções históricas que datam do início do século XX, isto é, localizavam-se no terreno a Escola Santa Mônica, o Instituto Sedes Sapientiae e o tradicional Colégio Des Oiseaux, sendo nessa última instituição que se origina um dos elementos centrais do novo parque: o Jardim Des Oiseaux.

Sob os cuidados das freiras do Colégio, o bosque original era formado por espécies exóticas, como Araucárias australianas, reflexo da influência estrangeira na administração do Colégio. Por seus caminhos, que foram restaurados e novamente interligados pelo projeto de arquitetura, situavam-se os oratórios e uma colina de reflexão – elementos que também foram incorporados ao projeto.

 

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Sabe-se que as obras do Parque Augusta começaram em outubro de 2019, sendo paralisadas após três meses, janeiro de 2020, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que desejava investigar o sítio arqueológico encontrado durante as escavações, uma possível reserva de vestígios de populações indígenas. Somente após acordo de acompanhamento arqueológico, as obras puderam prosseguir.

 

Em algum momento este subsolo, que esconde ainda muitos elementos, terá de ser explorado para transformá-los em mais atrativos do Parque Augusta. Ainda há muito a conhecermos desta história”, conclui o arquiteto.

 

 

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Neste sentido, foi realizado o restauro da portaria original da Escola Santa Mônica, do muro para a rua Augusta e de uma das construções secundárias do Jardim Des Oiseaux, onde foi também preservada uma interferência feita no longo período de inatividade do lote, o graffiti de um tamanduá, criação de artista anônimo.

Completam o programa uma academia ao ar livre, área para pets e um jardim contemporâneo. A partir de sapatas e fundações das construções originais, resgatadas no trabalho de pesquisa do terreno, foi criada também uma escultura que ocupa o centro do parque.

Foram investidos R$ 9,85 milhões pelas construtoras, orçamento dividido entre obras e manutenção do parque pelos próximos dois anos.

 

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