Opera Prima 2003

O prazo para a remessa dos trabalhos concorrentes à 15ª edição do concurso Opera Prima está chegando ao final

Além de algumas reformulações, para aprimorar o evento, o que marca a competição este ano é a retomada de sua denominação original e a volta à revista PROJETO, que lhe trouxe a merecida projeção – um retorno semelhante àquele do filho pródigo, na parábola bíblica. O nome Opera Prima estava tão relacionado ao evento que, mesmo durante as edições em que foi promovido como Prêmio Paviflex, alunos e professsores referiam-se a ele pela denominação anterior. Figurar entre os vencedores sempre foi considerado pelos formandos uma espécie de batismo profissional.

“Para muitas escolas é através desse trabalho, cujo tema geralmente é de livre escolha do aluno, que é feita a avaliação final do formando. É ali que se realiza a síntese do aprendizado”, escreveu o arquiteto Carlos Maximiliano Fayet, então presidente da Abea-Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura, no caderno que circulou com o número 122 da revista PROJETO, em junho de 1989.

Nessa edição, foram publicados os trabalhos vencedores do primeiro Opera Prima. Fayet referia-se ao trabalho de graduação integrado ou de diplomação (TGI), como era então conhecido. O nome foi mudado para trabalho final de graduação (TFG), mas o objetivo de checar os conhecimentos dos alunos continua. Mas não mudou só a sigla. Em 15 anos, o número de escolas de arquitetura mais que triplicou.

As 48 unidades de ensino existentes quando da primeira premiação expandiram-se para mais de 150, de acordo com números de janeiro último fornecidos pela Abea. Ainda que algumas delas não inscrevam trabalhos ou não tenham alunos graduados no ano passado, é possível prever que a disputa será mais acirrada. Até porque os resultados do Provão demonstram que o ensino da profissão não é tão deficiente como se supunha: mais de 70% dos cursos estão dentro de padrões aceitáveis.

A passagem por publicações diferentes, organizadores distintos e entidades variadas é uma ocorrência natural, ao longo da trajetória da premiação. Porém, há profissionais cujos nomes estão intimamente ligados ao evento. Um deles é o arquiteto José Carlos Ribeiro de Almeida, que foi consultor em nove das 15 edições do Opera Prima. Ele se recorda de que, quando o concurso foi lançado, menos da metade das escolas realizava trabalho de graduação. “Nesses 15 anos, a competição transformou-se numa mostra fundamental para aferir a qualidade da formação dos arquitetos”, afirma Almeida.

A atual edição do concurso reuniu como parceiros a Joy Eventos, o IAB e PROJETODESIGN. Os julgamentos – regional e nacional – acontecem na primeira quinzena de maio. Ao final, serão escolhidos cinco trabalhos que receberão prêmios de R$ 2 mil cada, além de 20 menções honrosas. Em média, o Opera Prima tem contado com a participação de 90% das instituições habilitadas a competir.