© Paula Morais

Obra percorre arquitetura popular residencial de Curitiba

O lançamento do box de dois livros acontece nesta quinta-feira (8/7), às 19h, inaugurando o conteúdo que aborda detalhes construtivos de aproximadamente 160 casas edificadas entre 1920 e 1960 na capital paranaense. Confira!

Os arquitetos Fábio Domingos Batista e Paula Domingos Fraiz Morais passaram meses debruçados sobre a arquitetura residencial paranaense e lançam agora um box de dois livros intitulado o ‘Inventário de Arquitetura Residencial Curitibana’. Voltado ao grande público, o volume exprime detalhes da arquitetura de aproximadamente 160 casas de Curitiba, construídas de 1920 a 1960.

 

O inventário propõe um novo olhar sobre essas construções para instigar a valorização. Esses edifícios tem uma arquitetura simples, mas, ao mesmo tempo, com qualidade construtiva incrível. É uma arquitetura com dignidade”, defende Paula.

 

O lançamento oficial da obra será de forma digital nesta quinta-feira, 8 de julho, às 19h, com a participação dos autores, assim como do arquiteto e ceramista Rômulo Lass, responsável pela capa dos livros, e da arquiteta Elisabete França, que assina o prefácio. A mediação será feita por HAUS, e o link de acesso está disponível ao final da matéria. Além disso, a partir deste sábado, 10, inaugura-se a exposição física com fotos do inventário na Soma Galeria, no centro de Curitiba, quando também haverá uma tarde de autógrafos. Válido pontuar que o acesso será controlado e todos os protocolos sanitários respeitados.

 

© Paula Morais

 

Segundo a dupla de autores, vários foram os motivos que levaram a pesquisa sobre arquitetura residencial vernacular. Entre eles, porque muitas construções da cidade não são analisadas e, em geral, deixadas em limbo teórico pela ortodoxia da academia e das pesquisas de arquitetura. Ainda, afirmam que essa arquitetura de escala intimista, humana e afetiva está desaparecendo, uma vez que o processo natural da cidade é a verticalização.

 

Só se tombou exemplares coloniais, ecléticos e modernistas. Ao observar as Unidades de Interesse de Preservação (UIPs) de Curitiba, por exemplo, todas são dessas linguagens. Os edifícios de transição, que têm uma união de elementos, não são considerados”, avalia Fábio.

 

Os levantamentos investigativos, processo que contou com a colaboração dos estudantes de Arquitetura e Urbanismo Vitor Pereira e Giovana Cooper, apontam que época de transição entre ecletismo e modernismo acontece justamente entre as décadas de 1920 e 1960. De acordam com as pesquisas, além dessa arquitetura ser muito trabalhada – detalhes, desenhos, texturas e elementos -, percebe-se, ao longo do período, a perda de certa relação urbana anteriormente mais potencial.

“Percebemos as texturas nas paredes aplicadas com fundo de garrafas ou patinha de galinha, algo herdado do período neocolonial. Vê-se também o tratamento das janelas, os santinhos nos frontões, os adornos metálicos, as datas, as chaminés, os pisos de granitina colorida ou madeira, os caquinhos, as passarelas e rampas, a pingadeira”, finalizam os arquitetos.

 

 

* Com informações publicadas originalmente em HAUS.

 

Lançamento ‘Inventário de Arquitetura Residencial Curitibana’
Data 8 de julho de 2021
Horário 19h
Acesso gratuito pelo Google Meet, através do link
Participação Fábio Domingos Batista e Paula Domingos Fraiz Morais (autores); Rômulo Lass (capa dos livros); Elisabete França (prefácio)
Mediação HAUS