'Amazon Tears', de Alexandre Mavignier, marca a abertura da mostra parcial da Bienal da Amazônia na 17ª Bienal de Veneza © Alexandre Mavignier

Lançada a Bienal da Amazônia 2022

Com o tema ‘Sobrevivência’, a abertura da exposição parcial aconteceu na 17ª Bienal de Veneza, em curso até novembro deste ano. Posteriormente, a edição integral será sediada nas cidades de Belém do Pará, Nova Iorque e Brasília. Confira!

A Bienal de Arquitetura de Veneza 2021, através de um de seus temas transversais ‘Time, Space, Existence’, remete à urgência em rever o modo de lidar com os recursos naturais – viés que concede a oportunidade de abrigar a exposição de lançamento da primeira Bienal Internacional da Amazônia (Bienal AMA + ZÔNIA 2022), sob a temática ‘Sobrevivência’. O conteúdo integral da mostra acontecerá posteriormente, em 2022, na cidade de Belém do Pará, Nova Iorque e Brasília.

A Bienal AMA + ZÔNIA 2022 reunirá artistas, designers, arquitetos nacionais e internacionais em um fórum de intercâmbio técnico e científico. O evento contará com a presença de cientistas, universidades, sociedade civil e organizações indígenas, além de representantes de governos e entidades que apoiam a sustentabilidade da região.

Por seu trabalho de arquitetura e urbanismo exclusivamente dedicado à inteligência projetual sustentável, e por figurar como uma das principais referências nacionais sobre o assunto, Patrícia O’Reilly é a curadora oficial de arquitetura da Bienal da Amazônia. A arquiteta e urbanista é pós-graduada em Ecologia da Paisagem pela FundaciòVS em Barcelona; Mestre em Arquitetura e Meio Ambiente: Integração das Energias renováveis na Arquitetura pela Universitat Politècnica de Catalunya, em Barcelona; Vice-presidente da rede E-dau de arquitetura e sócia do Atelier O’Reilly Architecture & Partners com sede em São Paulo.

São de autoria do escritório de O’Reilly os projetos Mirante do Gavião e Hotel Curuduri, em execução, pioneiro em diversas tecnologias aplicadas e para ele desenvolvidas, que se apresenta como um organismo vivo, autossuficiente, de impacto positivo na região amazônica, nos âmbitos ambiental, social e econômico. Além desses, está em seu portfólio o Fórum Mundial Permanente de Sustentabilidade em Dubai, dentre outros merecidamente premiados, por trazer à luz o caminho da viabilidade econômica para os empreendimentos sustentáveis.

 

 

É também de autoria do Atelier O’R o premiado projeto arquitetônico ‘Nova Sede para o Instituto Favela da Paz, com requalificação urbana do entorno’, que promove e estimula a sensação de pertencimento do lugar e integra, em suas fachadas, obras do artista plástico Alexandre Mavignier. Atualmente, o projeto está listado entre os dez projetos mais importantes da Bienal de Veneza, destacado entre os 110 trabalhos de 46 países.

Alexandre Mavignier, além de multiartista, é ainda escultor e autor da ‘Amazon Tears’, obra icônica de lançamento da Bienal da Amazônia. Segundo o próprio artista, “é uma representação orgânica abstrata, construída com 994 pedaços de carvões trazidos de incêndios florestais amazônicos, que denunciam a violência do homem contra ele mesmo e a natureza, expondo a dor da Amazônia em devastação (…)”.

 

 

‘Amazon Tears’, de Alexandre Mavignier, possui dois metros de diâmetro e é uma das principais atrações da Bienal de Veneza, referenciada no mapa do evento © Fotos: Federico Vespignani

 

Integrando a mostra, Alexandre Mavignier apresenta a série ‘Mulheres Gigantes’, inspirada na extinção da tribo indígena Ycamiabas – guerreiras que, sem a presença de homens no grupo, deram origem ao nome Amazonas. Já Meirelles Junior, designer e fotógrafo do livro ‘Manguezais Raízes Maranhenses’, postula que a área de manguezais no estado do Maranhão produz mais de 95% dos alimentos apanhados nas zonas costeiras da Amazônia. Seu trabalho mostra a importância do bioma como exportador de matéria orgânica para o estuário, contribuindo para a produtividade primária da zona costeira.

 

 

Manguezais Raízes Maranhenses, de Meireles Junior © Fotos: Meireles Junior

 

Michael Schucht, produtor do documentário ‘The Flying Rivers’, tematiza o fenômeno de resfriamento produzido pela floresta amazônica, isto é, o movimento de grandes quantidades de vapor d’água é transportado na atmosfera desde a Bacia Amazônica para outras partes do planeta. Por fim, Chris Diewald apresenta uma série de fotos de Ribeirinhos, moradores das margens dos rios amazônicos.

 

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