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Foster + Partners entrega o Edmond and Lily Safra Center for Brain Sciences

Como parte do conjunto da Universidade Hebraica de Jerusalém, o novo centro de pesquisas promove encontros entre cientistas, estudantes e comunidade pelo caráter aberto e dinâmico de seus espaços

O estúdio de arquitetura, urbanismo, engenharia e design, Foster + Partners, acaba de entregar o Edmond and Lily Safra Center for Brain Sciences, na Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel. O novo centro de pesquisas é pioneiro na exploração científica específica do cérebro e, através de seus espaços e instalações laboratoriais dinâmicos e abertos, figura como porta de entrada para o campus e ponto de encontro a estudantes, cientistas e comunidade.

Tendo em vista que o cérebro é o objeto de estudo mais desafiador do século XXI, e que as pesquisas neste setor são vitais para a qualidade de vida de milhões de pessoas, apresentamos um dos mais inovadores projetos do gênero em uma universidade israelense, isto é, são vários complexos laboratoriais altamente flexíveis para futuras modificações, organizadas em torno de um pátio central como cerne do partido”, pontua Spencer de Gray, líder de design da Foster + Partners.

 

 

O edifício está organizado, portanto, em duas alas paralelas em torno do referido pátio central, onde, nos pavimentos superiores localizam-se vinte e oito laboratórios interconectados por “centros sociais” – concebidos para estimular a interação informal e a troca de ideias entre estudantes e colaboradores -, e no térreo, as instalações de ensino, assim como auditório com 200 lugares, biblioteca, café e uma galeria aberta ao público para produções artísticas relacionadas ao cérebro.

O pátio central une as diferentes funções, estabelece novas rotas de circulação pelo campus e redesenha a vegetação do entorno. A mescla entre árvores frutíferas e riacho artificial configura um espaço silencioso e reflexivo com microclima fresco, que pode ser ainda recoberto pela membrana retrátil de ETFE.

 

 

O novo edifício está localizado próximo ao calçadão principal da universidade, com uma configuração convidativa à exploração da temática de pesquisa. Sendo assim, o projeto apresenta uma evolução na agenda social que vem sendo aplicada em escala urbana, criando um centro de pesquisa e aprendizagem verdadeiramente inclusivo”, acrescenta Darron Haylock, parceiro da Foster + Partners.

 

No contexto da pandemia de COVID-19, o edifício antecipou a importância de saúde e bem-estar pelo design embasado nos princípios da biofilia. Portanto, pátio central, varandas e circulações abertas contribuem para excelentes níveis de salubridade e para um dia a dia em contato com elementos naturais.

São ainda progressivas as técnicas a favor de uma construção ambientalmente responsável. A implantação leste-oeste reduz o ganho de calor e, onde a insolação atinge mais diretamente, por exemplo nos três andares superiores, propõe-se o sombreamento por diferentes estruturas, como é o caso da malha de alumínio fundido nas fachadas norte e sul, que elucida as representações da estrutura neurológica cerebral feitas pelo neurocientista espanhol Santiago Ramon y Cajal no início do século XX, ou ainda os painéis translúcidos de ETFE a leste e oeste. Materiais locais, como a Pedra de Jerusalém, também são amplamente utilizados.