Estudantes brasileiros vencem prêmio global da Schindler

A premiação teve como tema soluções de arquitetura e design urbano para a área do Ceagesp

Foi anunciado o resultado da sétima edição do Schindler Global Award (SGA), premiação promovida a cada dois anos pelo Grupo Schindler, em cerimônia ocorrida nesta terça-feira (25), no Monte Líbano, em São Paulo – pela primeira vez realizada em um país da América Latina. Um grupo de três estudantes da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU-USP) conquistou o primeiro lugar da competição.

O prêmio – voltado a alunos do último ano de graduação ou de mestrado dos cursos de arquitetura, paisagismo, design e planejamento urbano – incentivou os participantes de todo o mundo a pensar em soluções de arquitetura e design urbano para a área do Ceagesp, em São Paulo.

A área escolhida possui projetos em andamento para transferência do complexo da Vila Leopoldina para outra região, o que deixaria 700 mil metros quadrados livres para receber propostas de desenvolvimento urbano.

A competição reconheceu os 12 grupos que melhor atenderam ao desafio de apresentar soluções urbanísticas, considerando o potencial da nova região e a integração ao contexto local, fortalecendo a cidade e a área como um todo. 

A equipe laureada com a primeira colocação e prêmio de 105 mil dólares é composta pelos alunos Eduardo Ganança, Luiz Boschi Grecco e Jessica Luchesi, com orientação de Fábio Mariz Gonçalves. Consagraram-se em segundo e terceiro lugares grupos da Suíça e China, respectivamente.

Outra equipe de brasileiros, formada pelos estudantes da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) – Jorge Saliba Abdalla, Carol Almeida, Fábio Alberto Alzate Martinez, Renata Arcelli Doro, Fernanda Barreiros Rosa, Giovanna Lis Bellinello, Lívia Biaso Bacha Martins, Andrea Calderon Lama, Tales Eduardo Ferretti Pacheco, Isabella Ganme, Maria Teresa Muniz da Silva, Carolina Pessoa de Souza Bitelli e Eric Eduardo Ribeiro Senedese, com orientação de Sérgio Sandler, recebeu menção honrosa.
 
Os trabalhos foram julgados por profissionais ligados à área de arquitetura e urbanismo, como os brasileiros Ciro Biderman, Adriana Levisky e Carlos Leite e os internacionais Hubert Klumpner e Paola Viganò, que estiveram reunidos no Brasil no início do ano para avaliar os projetos e eleger os vencedores. No total, foram 10 meses de competição, com análise de mais de 150 trabalhos que representaram 46 países.
 
No Brasil
Também voltado para estudantes, a revista PROJETO, com patrocínio da Alphaville Urbanismo S/A, lança a terceira edição do concurso nacional de urbanismo URBAN21 e abre a primeira etapa de inscrições.

Até o dia 2 de junho, instituições de ensino brasileiras poderão inscrever o curso de arquitetura e urbanismo e respectivas equipes de estudantes – sendo no máximo duas e com até dois orientadores cada –, que deverão conter de quatro a oito integrantes, matriculados a partir do 3º ano ou 5º período constituído em 2016. O grupo pode ainda compor estudantes de outros cursos da mesma faculdade, desde que não ultrapasse 50% do seu total.

Sob o tema “Pensar a cidade, transformar o futuro”, as propostas encaminhadas deverão atender ao programa e às normas gerais de apresentação definidas, tais como: justificativa sobre a escolha da área e exposição da contribuição do projeto para o desenvolvimento urbano do município; equilíbrio entre habitação e oferta de trabalho; sistema de mobilidade compatível com o contexto, dando preferência a mescla de diferentes modais (transporte público, automóvel, ciclismo e pedestres); preservação ambiental; utilização racional dos recursos naturais; infraestrutura compatível com a oferta existente ou de implantação viável; demonstrar capacidade de diálogo entre setores público e privado.

Confira como foi todo o processo da 2ª edição do URBAN21!

 

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