© Extraído do Paper 'O Futuro do Trabalho', Herman Miller

Em ação da Herman Miller, arquitetos debatem insights sobre o espaço de trabalho

A marca referencial em design elaborou pesquisa aprofundada sobre as tendências dos futuros ambientes de trabalho e, na última quinta-feira (25), reuniu representantes do meio arquitetônico, com participação especial da PROJETO e da Galeria da Arquitetura, para expor e conversar com o público a respeito. Confira!

Nesta última quinta-feira, 25 de novembro, às 11h, aconteceu o ‘Webinar: insights para o espaço de trabalho’, mais uma etapa da longa e aprofundada pesquisa elaborada pela Herman Miller, referência mundial em design, acerca do futuro dos ambientes de trabalho, com enfoque nos hábitos brasileiros e nas perspectivas diante dos efeitos pandêmicos.

Para conversar com o público, estiveram presentes quatro dos treze entrevistados durante o processo de investigação da marca, comentando e debatendo sobre os oito insights resultantes do processo de pesquisa, juntamente aos espectadores e ao mediador Fernando Mungioli, Publisher da Revista PROJETO.

Para arquitetos e designers não se trata do agora, mas do que vem por aí. Como resolver novos problemas para as futuras gerações? Como projetar espaços, produtos e ambientes para ajudar as pessoas a equilibrar a balança entre felicidade no trabalho e na vida pessoal?”, questionou o levantamento da marca.

 

Sobre o processo

Diante do novo cenário – e dando continuidade ao programa global Future State -, a Herman Miller convidou 13 arquitetos de cinco estados brasileiros – Kel Oliveira, do Studio Kel (Ceará); Carolina Melo Arquitetura e Gladys Fernandes Arquitetura (Rio Grande do Norte); Daieli Letícia Kunz, do Hype Studio (Rio Grande do Sul); Leonardo Villela, da Duomo Arquitetura, e Henrique Grechi e Guilherme Milanez, do Leblon Arquitetura (Rio de Janeiro); Antonio Mantovani, da Pitá Arquitetura, Fernando Vidal, da Perkins&Will, Flávio Matta, da Omma Arquitetura, Pierina Piemonte, da LPA, Bruna de Lucca, do Studio BR Arquitetura, e Luca Panhota, do Luca Panhota Arquitetos (São Paulo) – com o principal objetivo de conhecer as características culturais dos nacionais que influenciam em forma, espaço e configuração, além de trazer referências futuras para o processo de criação de escritórios corporativos.

O primeiro passo da consulta consistiu em enviar um questionário on-line aos profissionais, que responderam sobre o processo de criação dos projetos corporativos e a relação com seus clientes. As perguntas se estruturaram nos seguintes tópicos: ética; relacionamento; aprendizado e compartilhamento; mobilização; realidade mundial; e especialidade técnica.

Posteriormente os profissionais participaram de um workshop on-line, sob a coordenação da Herman Miller Brasil, onde puderam refletir e debater amplamente a respeito desses assuntos.

Na ocasião, compartilharam palpites, sensações e ideias sobre como será o trabalho corporativo no Brasil nos próximos anos, rendendo enfim um compilado de oito insights sobre o eixo temático, justamente os quais foram novamente debatidos em conjunto com os espectadores do evento da última quinta-feira (25) e os arquitetos representantes Leonardo Villela, Daieli Letícia Kunz, Pierina Piemonte, e Luca Panhota.

A seguir, o leitor confere os principais recortes do encontro!

 

Insight 1: Qualidade de vida é moeda de troca

Os entrevistados acreditam que o bem-estar e a qualidade de vida será a moeda de troca para as adaptações de formatos de trabalho – propor equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o principal desejo, que significa ter um horário para se desconectar dos aplicativos de mensagem, o fim das multitarefas e a flexibilidade para trabalhar no período do dia mais produtivo para cada um.

 

© Extraído do Paper ‘O Futuro do Trabalho’, Herman Miller

 

Insight 2: Trabalhar em casa é relativo

Os arquitetos que participaram da pesquisa acreditam que o modelo de home office integral no Brasil só agradou a maioria dos trabalhadores durante certo período. De um lado, o ganho de tempo em deslocamentos, produtividade e liberdade para gerenciar sua própria rotina. Do outro, a dificuldade de adaptar o ambiente doméstico, muitas vezes, não preparado para a atividade.

Da parte das empresas, houve a quebra do paradigma da flexibilidade, apesar disso, as conexões humanas são faltantes.

 

Eu particularmente nunca tive clientes que aplicassem o formato home office com frequência, e eu acho que é uma questão cultural. Entretanto, nos últimos tempos, em razão da pandemia, quando tal formato foi ‘forçado’, diversas empresas quebraram esse paradigma (…). É unânime quando dizemos sobre o tempo ganho na ausência de deslocamento diário, porém existem os que desejam retornar ao presencial, pela necessidade de conviver com pessoas”, corrobora o arquiteto Leonardo Villela.

 

Insight 3: Segurança e bem-estar

Levantaram-se diversos aspectos físicos dos espaços de trabalho requeridos para a garantia de bem-estar aos colaboradores – como tratamento acústico, ventilação, ergonomia em mobiliários, etc. -, incluindo escolhas de projeto que propiciem segurança, sendo de suma importância planejar mesas de trabalho com distâncias seguras para inibir aglomerações, incluir estações de higienização, dispor de materiais e desenhos que facilitem a limpeza.

 

A principal mudança para quem projeta é a preocupação com a segurança relacionada à saúde. Para os que puderam estar trabalhando de suas casas, esse quesito foi mais fácil de conquistar; porém no modo presencial, precisaram ser adaptados aos protocolos de higienização, recaindo também sobre o rearranjo físico do espaço (…). No entanto, essas ferramentas de adaptação dependem de mudança comportamental – o trabalho do arquiteto aliado às posturas conscientes dos colaboradores”, comenta a arquiteta Daieli Kunz.

 

Insight 4: Formato híbrido é o ideal

Para os participantes da pesquisa, a principal questão do home office integral é a falta do convívio no ambiente de trabalho. Por isso, a possibilidade de um formato híbrido e mais flexível, que permita jornadas complementares entre escritório e casa, apresenta-se como uma tendência para a maioria das empresas.

 

O ideal, na verdade, depende do cliente, da sua própria organização, e nós arquitetos temos a função de apresentar o melhor arranjo para o briefing que ele nos passa. Ou seja, o ideal é relativo (…). Acredito que a saída é apresentar a possibilidade de formatos de trabalho”, pontua Luca Panhota.

 

© Extraído do Paper ‘O Futuro do Trabalho’, Herman Miller

Insight 5: Espaços flexíveis

O formato híbrido traz também novas demandas para os projetos de arquitetura corporativos, ou seja, os ambientes pedem mais flexibilidade e o fim dos lugares cativos, com espaços dinâmicos que possam ser usados em várias situações, além de ambientes que propiciem o encontro dos funcionários.

 

Ainda que muitos tenham se adaptado ao trabalho remoto, outros sofreram bastante, por isso chegamos à conclusão de que o híbrido é o caminho e, quando temos esse sistema, pressupõe-se que as pessoas vão à empresa justamente para colaborar, fazer trabalhos em equipe. Toda essa relatividade nos leva a oferecermos um ‘cardápio’ de espaços – nos escritórios, diferentes estações de trabalho, para momentos de atividades conjuntas, ou focadas individuais”, debate Pierina Piemonte.

 

Insight 6: Personalização do espaço

Os entrevistados contam também que é importante levar em consideração a natureza das atividades que cada empresa desempenha na hora de elaborar o projeto de design, já que cada setor apresenta demandas específicas. É igualmente necessário considerar a pluralidade dos colabores da empresa nos projetos.

 

Insight 7: Investimentos em tecnologia

Com o objetivo de aumentar a produtividade, muitas empresas estão optando por um sistema de acesso à rede que permite ao trabalhador exercer sua atividade de onde estiver. “O aparato tecnológico dá suporte, é ferramenta essencial para podermos viabilizar possibilidade e flexibilidade de formatos de trabalho”, complementa Daieli.

 

© Extraído do Paper ‘O Futuro do Trabalho’, Herman Miller

 

Insight 8: Ambiente phygital

Por fim, os entrevistados reforçam que os espaços precisarão ser físicos e digitais ao mesmo tempo – a ideia é ter um espaço físico totalmente equipado para ser usado também de forma digital.

 

Esse conceito não é novo, já está aí há alguns anos e, durante esse tempo em que existe, está muito ligado com a experiência do cliente – vemos essa prática muito mais difundida no setor comercial, do que no corporativo (…). Hoje na maioria dos clientes vemos que muitos investem no Wi-Fi e minimizam cabeamentos, por exemplo, dando oportunidade de o colaborador se deslocar no escritório e ter outra experiência de trabalho. Porém, em suma, é necessário compreender como o cliente trabalho, tomar esses cuidados até no phygital”, comenta Luca Panhota.

 

 

 

Baixe gratuitamente

Paper completo ‘O Futuro do Trabalho’, Herman Miller