Divulgados os vencedores do concurso nacional Fábrica Mascarenhas

Ao todo foram destacados sete anteprojetos de arquitetura e urbanismo que procuram estabelecer diálogo entre local e contexto histórico do Centro de Juiz de Fora (MG)

Neste mês de novembro foi anunciado o resultado do Concurso Público Nacional de Anteprojeto de Arquitetura e Urbanismo para requalificação do Espaço Mascarenhas e da Rua Dr. Paulo de Frontin, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O veredito aponta três projetos ocupantes das primeira, segunda e terceira colocações, bem como menções honrosas destinadas a mais quatro propostas.

Respectivamente, foram selecionados:

1º lugar Henrique Wosiack Zulian (autor) – Curitiba (PR)

 

2º lugar André Bihuna D’oliveira, Mariana Steiner Gusmão, Miguel João Dias da Costa Pereira, Rafaela Sampaio Agapito Fernandes e Thallita Chagas de Souza (coautores); Erik Hiroshi Kusakariba (colaborador) – Curitiba (PR)

 

3º lugar Tiago Brito da Silva, Rafael Lamary Silva Santos, Frederico Vergueiro Costa (autores); Henrique Florentino Reis, Luis Fernando Milan, Ana Cláudia Fernandes Maciel,Rafael Letizio Sedeño Pinto (equipe) – São Paulo (SP)

 

Menção honrosa Pedro Perez Barroso (autor); André Miguel Coronha Lima Vieira, Bruno Fajardo Meneghitti, Laila Bentes da Silva, Naiara Valéria Barbosa Correa, Nathane Durso de Oliveira, Rafael Ribeiro Costa (coautores); Luan Carvalho Rocha (colaborador); Milena Andreola de Souza (consultora de patrimônio histórico); Stela Reis Barbosa (consultora orçamentista)

 

Menção honrosa Emerson José Vidigal, Eron Danilo Costin, Fabio Henrique Faria, João Gabriel Rosa, Martin Kaufer Goic (autores); Beatriz Dutra, Christiana Vieira, Lucas Medeiros Mendes da Silva (colaboradores)

 

Menção honrosa Danilo Matoso Macedo (responsável técnico); Emanuelle Bé, Matheus Carvalho, Alexsander Braga (colaboradores); Lúcia Helena Moura (consultora de paisagismo)

 

Menção honrosa Camila Bellaver Alberti, Eduardo Kopittke, Fernanda Pereira Moreira, Mariana Mocellin Mincarone (autores); Jean Michel Fortes dos Santos, Juliano de Faria Rodrigues, Rodrigo Steiner Leães (equipe)

 

Quanto ao projeto vencedor, a Comissão Julgadora se posiciona: “A proposta se destaca pela sua capacidade de explorar as potencialidades dos espaços que conformam o complexo, através de uma compreensão muito assertiva, completa e embasada do contexto, contemplando as demandas explicitadas no Edital de forma criativa, respeitosa e equilibrada. A fluidez do térreo alcança uma articulação almejada entre as construções, com maior aproveitamento das áreas livres e integração entre as praças, dialogando com as áreas adjacentes. Explora a capacidade de funcionamento do complexo em horários distintos, com uma boa proposição programática. A edificação contemporânea anexa se destaca pela harmonia e respeito às preexistências. A Comissão Julgadora destaca a necessidade de amadurecimento do projeto do palco e, eventualmente, da sua localização”.

Lançado pela prefeitura da cidade, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o concurso selecionou, portanto, anteprojetos que contemplaram, sem abrir mão da contemporaneidade, o diálogo com o contexto histórico e a cultura nos quais os espaços estão inseridos. Considerando seu potencial comercial, cultural e turístico, as áreas internas e externas que compõem o Espaço Mascarenhas e a Rua Dr. Paulo de Frontin foram repensadas para melhor abrigar as diversificadas atividades ali proporcionadas, contemplando no que se refere a novos usos, espaços destinados à promoção de políticas para o setor de Tecnologia e Inovação, ou promoção da Cadeia da Economia Criativa, uma vez que a atração destes setores, e outros afins, têm o efeito de “arejar” o uso do conjunto trazendo um público maior e mais diversificado.

Entende-se como Espaço Mascarenhas os seguintes espaços/edificações:

  1. Praça Antônio Carlos;
  2. edificação da antiga subestação de energia elétrica da fábrica;
  3. Centro Cultural Bernardo Mascarenhas;
  4. Biblioteca Municipal Murilo Mendes;
  5. Antiga Sede Administrativa (atualmente ocupada pela Secretaria Municipal de Educação);
  6. Mercado Municipal; e

A Prefeitura de Juiz de Fora entende que o concurso é uma modalidade de licitação completa, autorizada pela Lei 8.666/93, a qual se inicia com a definição do Anteprojeto de Arquitetura e Urbanismo, que escolhe a partir do Concurso Público Nacional e que se desdobra na contratação do Anteprojeto vencedor para desenvolver os respectivos Projetos Executivos de Arquitetura e Urbanismo.

Saiba mais

Ata Comissão Julgadora

concursofabricamascarenhas.org