Chamada aberta de trabalhos para compor a revista V!RUS 21

A curadoria procura por inscrições que se relacionem (não somente) com o processo pandêmico e sua dimensão digital

A 21ª edição da revista V!RUS – sob o eixo temático ‘Nunca Fomos Tão Digitais’ – quer lançar um olhar qualificado sobre a atualidade pandêmica que impôs, com urgência, uma revisão frequentemente intuitiva nas maneiras de comunicar-se nos âmbitos profissional, familiar, afetivo, político, e outros. Para tanto, os interessados têm até 23 de agosto de 2020 para realizar as inscrições de seus trabalhos – nas versões em português, espanhol ou inglês – no site da revista.

Segundo a descrição do chamamento: “Indivíduos e grupos historicamente resistentes e críticos da cultura digital viram-se obrigados a uma imersão às pressas e improvisada em seus meios, ao mesmo tempo em que se aprofundou o abismo social entre aqueles que têm acesso à rede e aqueles que não têm”.

A curadoria se interessa por trabalhos que abordem o tema de forma crítica e fundamentada, a partir de perspectivas distintas, mas complementares – histórica, tecnológica, política, econômica, artística, ambiental, comportamental, social, dentre outras. É premissa que as propostas apresentem meios digitais (ou a cultura digital) como constituintes dos principais dados do problemática abordada. Da mesma forma, apenas artigos que contenham uma reflexão crítica sobre o papel do digital serão aceitos para avaliação.

Junto do informativo, a revista destaca os seguintes tópicos como fundamentais na composição da edição 21:

  • A pandemia e a pesquisa em Humanidades: revisão de conceitos e categorias analíticas, ampliação do campo, métodos e procedimentos, o papel do pesquisador
  • Referências teóricas, metateorias, sistemas, complexidade, cibernética, ecologia da comunicação, transdisciplinaridade
  • Desigualdade social, pandemia e confinamento: conexão à Internet, acesso a equipamentos, alfabetização digital, ambiente doméstico
  • Isolamento social e o medo do diferente: revisões e retrocessos na construção do comum, discursos de ódio, redes sociais
  • Participação política: a multidão fragmentada, ciberespaço e cena pública, processos decisórios públicos
  • Tecnopolíticas: big data, privacidade, uso de dados, Inteligência Artificial, aplicativos de segurança e aplicativos de controle
  • Fake news e a noção de verdade: manipulação de informação de interesse público, moderação e monitoramento, atitudes em relação ao conhecimento científico
  • Gestão pública, transparência e governança, políticas públicas para cidades e sociedades pós-pandemia
  • Espaço público, esfera pública: esvaziamento, revisões conceituais, narrativas
  • Ciberespaço, um espaço público? categorias analíticas, dinâmicas e conflitos
  • Revisões espaciais: alterações durante e após a pandemia no desenho das edificações, das cidades, da paisagem, do território
  • Habitação: funções e limites redefinidos, a superexposição do privado, conexões digitais entre esferas privada e pública, habitar espaços informacionais
  • A casa burguesa oitocentista resiste melhor a pandemias: fora-sujo-perigoso x dentrolimpo-seguro, concepções higienistas, a casa como laboratório
  • Comércio no confinamento: padrões de consumo, aplicativos, entregadores e precarização, repensando modalidades de compras e pontos de vendas
  • Teletrabalho: referências históricas, comodidade e tecnologia, ambiente doméstico e precarização
  • Compartilhamento de informação via rede: repositórios em nuvem e novas dinâmicas de trabalho, plataformas participativas online, aplicativos de serviços, privacidade
  • Adaptações e invenções: objetos para novas demandas, o design revisitado
  • Processos de ensino e aprendizagem via Internet: conceitos, metodologias, práticas inovadoras, espaços de aprendizagem, o papel do professor
  • Processos de projeto em arquitetura, urbanismo e design, BIM e a colaboração mediada e comunicação via Internet
  • Modelagem física, fabricação digital, processos de projeto e produção à distância
  • Produção artística e o digital: história, contemporaneidade, projetos, exame crítico
  • Audiovisual, documentação e leituras da pandemia, explorações, experimentações, a onipresença do vídeo como linguagem
  • A imagem como campo exploratório de suporte de informação: linguagens, narrativas, técnicas
  • Memórias da pandemia: documentação, difusão, projetos especiais, preservação
  • Cartografias digitais e representações da cidade: registros e omissões, propriedade e controle dos mapeamentos contemporâneos, plataformas GIS, CIM
  • O corpo confinado: corpos conectados, corpos em rede, representações do corpo, corporeidade à distância, cyborg e cyburg
  • Pandemia, diversidade e confinamento: identidade de gênero, multiculturalidade, povos originários
  • Extensão universitária: lives, webinars e além, a quem se destinam, quem tem acesso?
  • Projetos com comunidades e construção do comum: ações participativas comunitárias, tecnologias sociais digitais, ações cidadãs bottom-up

Além de textos e imagens estáticas, são bem-vindos ensaios fotográficos, vídeos, curtas metragens, animações, gifs, peças sonoras e musicais, depoimentos em arquivos de áudio, projetos de instalações artísticas e de arquitetura, urbanismo e design – todos acompanhados de reflexão crítica sobre sua concepção, apresentações de slides e outras linguagens digitais, vide o interesse do Nomads.usp em explorar usos de canais on-line para divulgação científica via Internet.

Chamada aberta de trabalhos – revista V!RUS 21

23/8/2020 – limite de inscrições
28/9/2020 (a partir de) – aceite de solicitação e adequação
26/10/2020 – limite para recebimento das adequações dos autores
9 /11/2020 – limite para recebimento da versão traduzida do artigo
Dezembro de 2020 – lançamento da V!RUS 21
* mais informações no portal Nomads.usp