Carta sinaliza responsabilidades das futuras gestões municipais

Em elaboração desde janeiro deste ano, o documento condensa 170 propostas que vão ao encontro da promoção de cidades mais justas e superação de extremas desigualdades encontradas em municípios fluminenses e outros

Cerca de 30 organizações e entidades da sociedade civil e representantes do nicho arquitetônico e urbano se uniram para elaboração da carta-manifesto “A cidade que queremos” endereçada às candidaturas às prefeituras e vereança nas eleições municipais de 2020, no Estado do Rio de Janeiro, assim como a quem possa interessar. O documento, lançado na última quinta-feira (10/9), via canal do YouTube do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio de Janeiro (IAB-RJ), congrega propostas que se organizam sob quatro grandes eixos: Planejamento e gestão democrática da cidade; Habitação de interesse social e terra; Saneamento e meio ambiente; e Mobilidade.

Todas as propostas dialogam com o Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e com a Agenda Rio 2030, ambas ações da Casa Fluminense, que subscreve o documento, assim como indica a Comissão de Política Urbana e Habitação do IAB-RJ. A carta está também alinhada à Carta-aberta à Sociedade e aos (às) Candidatos (as) nas Eleições Municipais de 2020 – Um projeto de cidades pós-pandemia, lançada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e demais entidades nacionais de arquitetura e urbanismo no mês de agosto.

Esse segundo documento deseja contribuir para transformação positiva das cidades em territórios mais saudáveis, inclusivos, seguros e resilientes, apontando cinco pontos fundamentais que devem ser focados pelos futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) com diálogo e vontade política – junto deles, um anexo com 51 proposições de ações relacionadas com Arquitetura e Saúde, Cidades Sustentáveis,  Governança e Financiamento, Paisagem e Patrimônio e Mobilidade e Inclusão.

De igual forma, a carta-manifesto “A cidade que queremos” defende a implantação de políticas públicas locais articuladas territorialmente e complementares às ações implementadas pelos governos federal e estadual. Segundo as organizações e entidades que assinam o documento, os tempos atuais pautam três principais desafios às futuras gestões: sanitário, econômico e democrático. Segundo o copresidente do IAB-RJ, Claudio Crispim, em nota do CAU-RJ:

A divulgação dessa construção coletiva coincide com um período de emergência sanitária gravíssimo, que ressalta a urgência na formulação de proposições de caráter definitivo, a fim de garantir não só moradia digna a parcela significativa da população, mas a qualificação do habitat. Além disso, acreditamos ser essencial a atenção à criação de oportunidades para o enfrentamento do desemprego”.

O documento pode ser conferido através do site oficial do IAB-RJ, onde também está disponível para download.