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Bacco Arquitetos: Reforma das Estações de Transferência de Transporte, São Paulo

Os equipamentos de 2004 têm desenho do paulistano Bacco Arquitetos e acabam de passar por manutenção e reforma. Croqui e maquete do projeto são parte do acervo do museu Pompidou, em Paris

O projeto das Estações de Transferência para o Sistema Integrado de Transporte da Prefeitura de São Paulo, assinado pela Bacco Arquitetos e entregue no ano de 2004 para a capital paulista, acaba de passar por reforma e manutenção dos pontos de ônibus localizados em avenidas importantes, como Nove de Julho, Rebouças, Consolação, Ibirapuera e outras.

A iniciativa é da Otima, empresa que desde 2012 tem contrato com a Prefeitura de São Paulo, prevendo a exploração do potencial publicitário dos pontos de ônibus da cidade. Em contrapartida, a empresa tem o de dever de fazer a manutenção de mais de 22 mil pontos de ônibus da capital.

 

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Desde 2020 estão reaparecendo nos corredores de ônibus da cidade as estações reformadas, mais amplas, com mobiliário urbano interno renovado, nova pintura e nova identidade gráfica.

 

Traz muita alegria ver que um equipamento público com 17 anos de uso intenso nas ruas da cidade possa ser renovado e continue em uso por mais muito tempo”, explica Marcelo Barbosa, sócio-fundador da Bacco Arquitetos, responsável pela arquitetura.

 

Em sua concepção inicial, o objetivo foi criar um projeto com abrigo mínimo, com desenho limpo e estética aerodinâmica, a fim de possibilitar interferência mínima na paisagem pela transparência de seus perfis metálicos esbeltos. Dada a relevância na paisagem urbana, os croquis originais destas estações integram a coleção do Museu Nacional de Arte Moderna no Centre Pompidou, em Paris, desde 2011, escolhidos por Olivier Cinqualbre, curador-chefe do museu.

 

 

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Para a elaboração do projeto, à época, o edital propunha a criação de um módulo mínimo de oito metros que, agregados, constituiriam estações de 16 e 40 metros. “O problema era a junção destes módulos em ruas inclinadas, pois criava-se ‘escadinhas’ difíceis de contornar”, explica Barbosa. Ainda segundo ele, o projeto levou em conta a durabilidade das estruturas, a fim de que permaneçam instaladas ao menos 50 anos.