Richard Rogers em sua casa em Londres para o Observer New Review (Foto: Phil Fisk)

Aos 60 anos de produção arquitetônica, Richard Rogers aposenta

O arquiteto ítalo-britânico deixará o Rogers Stirk Harbour + Partners (RSHP), fundado em 1977, nas mãos de onze outros sócios do escritório

O arquiteto Richard Rogers, italiano e naturalizado britânico, torna público o processo de aposentadoria e desligamento de seu escritório de arquitetura, o Rogers Stirk Harbour + Partners (RSHP), em atividade desde 1977. A notícia partiu de um procedimento da Companies House, ocorrido na última sexta-feira (28/8), que anunciou sua rescisão como diretor da sociedade. Formalmente, o arquiteto se aposentou do conselho do RSHP em junho deste ano.

De acordo com a BuildingDesign, a aposentadoria de Rogers foi “planejada desde 2007, como parte do planejamento estratégico de sucessão estabelecido quando a parceria de Rogers se tornou ‘Rogers Stirk Harbor & Partners’”. Ainda de acordo com a pesquisa, a empresa recentemente deu entrada aos documentos que também indicam a redefinição da nomenclatura do escritório, removendo o nome do principal até estar completo seu total desligamento. Os sócios majoritários, Ivan Harbor e Graham Stirk, que estarão à frente da empresa com o apoio de outros nove parceiros, indicaram que o novo nome poderia resumir-se a Stirk Harbor & Partners, mas que também é possível a adição de outros sobrenomes dos recentes associados. Em comunicado via The Guardian, Harbor explica que:

Richard tem sido uma grande inspiração para todos nós do RSHP e para a profissão de arquiteto em todo o mundo. Sua humanidade, integridade e generosidade se refletem na prática que fundou e que continua a ser guiada por seus princípios”.

Após frequentar a Architectural Association em Londres, Rogers graduou-se pela Yale School of Architecture (EUA), nos anos 1960, e hoje soma larga experiência profissional de aproximadamente 60 anos. Como um dos principais destaques da arquitetura da atualidade, destaca-se pela produção altamente tecnológica do final do século XX, sendo autor de inúmeros edifícios icônicos mundiais, como o Centro Pompidou, em Paris (em parceria com Renzo Piano e Gianfranco Franchini), o edifício Lloyd’s, o pavilhão Millennium Dome e a estrutura do Terminal 5 do Aeroporto de Heathrow, os três últimos situados em Londres.

Sua maestria na área garantiram o recebimento da medalha Thomas Jefferson, em 1999, do Praemium Imperiale de Arquitetura, em 2000, e da principal honraria arquitetônica, o Prêmio Pritzker, em 2007. Ainda se destaca pela ocupação de uma cadeira na Câmara dos Lordes como membro trabalhista (com o título “Barão Rogers de Riverside”), pela atuação como conselheiro-chefe de arquitetura e urbanismo da Prefeitura de Londres durante oito anos e pelo reconhecimento de seu escritório, em 2006 e 2009, com o Stirling Prize, concedido pelo Royal Institute for British Architects (RIBA). Certamente a vasta produção do arquiteto figura tantas outras importantes premiações.