(Foto: Kim Zwarts)

Wiel Arets: Pragmatismo conceitual e atuação crítica

Com apenas doze anos de carreira profissional, o holandês Wiel Arets, nascido e estabelecido em Heerlen, ocupa um lugar de destaque no cenário arquitetônico europeu contemporâneo.

Uma das características mais interessantes do trabalho de Wiel Arets é sua síntese arquitetônica, condensando e reinterpretando os vários discursos surgidos tanto dentro quanto fora do discurso contemporâneo da arquitetura. Suas fontes externas vêm da arte – sobretudo o minimalismo de D. Judd da teoria crítica (Foucault, Deieuze & Guattari, Baudrillard) e das tradições científicas e culturais (medicina, biologia, dança, rituais). Suas fontes arquitetônicas são inúmeras: Loos, Libera, Chareau, Le Corbusier, Prouvé, Rossi, Ando e, como seria de se esperar, a tradição da arquitetura moderna holandesa (Van Doesburg, Oud, Dudok). Traços dessas influências podem ser detectados em grande parte de seu trabalho, mas o neorracionalismo poético de Rossi, a casa de vidro de Chareau, o tratamento da luz e texturas do concreto de Ando e as “promenades” arquitetônicas de Corbusier são os elementos mais recorrentes em seus edifícios.

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