(Foto: Bebete Viégas)

UNA MUNIZVIEGAS: Casa Juquiá, São Paulo

No projeto desta casa urbana, os arquitetos imaginaram a replicação de um modelo de ocupação para lotes estreitos e compridos, de modo a otimizar os espaços vazios nos miolos dos quarteirões. O modelo é uma hipótese, enquanto que no plano concreto o projeto é um delicado modo de adicionar materiais e vedações à estrutura da casa e de promover as circulações e permanências, dentro e fora dela.

Como aquele terreno, tantos outros lotes similares compõem o bairro residencial do Jardim Paulistano, em São Paulo, alinhados lado a lado. E eles se repetem pela cidade. As suas dimensões de cerca de 10 metros de largura por 35 metros de profundidade implicam na importante proximidade entre vizinhos, de modo que ao conceberem a Casa Juquiá, Cristiane Muniz e Fernando Viégas, titulares do escritório UNA MUNIZVIEGAS, a imaginaram beneficiada pela replicação da lógica que rege o projeto. A construção se concentra em uma das metades do terreno e no pavimento térreo estão os ambientes afeitos à conexão com o exterior, potencializando-se duplamente a manutenção de área livre no chão. Se em um cenário hipotético se espelhasse tal implantação nas residências vizinhas, com ajustes relativos à insolação, os habitantes do bairro desfrutariam de vazios intersticiais da ordem de dez metros entre as construções, refletem os autores.

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