Se fôssemos capazes de nos unir mais na solidariedade! (Carta aberta aos arquitetos latino-americanos) | Por Fernando Salinas

Durante cinco dias, entre 10 e 15 de novembro de 1986, celebrou-se em Quito, Equador, a V Bienal de Arquitetura, um dos eventos mais importantes dessa manifestação cultural na América Latina e no mundo. Convidado pelo comitê organizador, através de seu presidente, o arquiteto Guido Diaz, compareci à bienal para integrar o júri internacional de arquitetura e proferir conferências sobre vários temas.

Durante as deliberações do júri, tomei dois copos de leite, evitando tomar água, e isso produziu-me uma enfermidade súbita, em consequência da qual tive que me hospitalizar por vários dias e regressar a Cuba o quanto antes. Não pude expressar devidamente minha gratidão aos colegas do comitê organizador, ao Colégio de Arquitetos de Pichincha e aos numerosos participantes de diferentes países, pelo solidário calor humano que me brindaram em todo momento, pois as palavras não bastam.

Terminamos os trabalhos do júri no quarto do hospital, mas foi-me impossível, obviamente, participar do ciclo de conferências planejado. Não obstante, querendo apesar de tudo compartilhar com os colegas presentes à bienal alguns pensamentos que considero de suma importância atual para o desenvolvimento de uma genuína arquitetura de nossa América, levando em conta as condições de nosso continente, da cama do hospital os esbocei, na forma de uma carta aberta dirigida a todos os participantes desse encontro, lida pelo seu presidente, na sessão de encerramento, dia 15 de novembro.

De volta ao meu país, redigi o manuscrito dessa carta aberta para sua publicação.

 

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