Reconstrução do TUCA pode ser retomada em 2001 | Por Adilson Melendez

No final da tarde do sábado, 22 de setembro de 1984, técnicos da empresa Poladian preparavam o Teatro da Universidade Católica (Tuca) para um show noturno do humorista Serginho Leite, quando foram ouvidos estouros abafados vindos da parte de trás de palco. Era o princípio do incêndio que, em poucos minutos, destruiria boa parte do edifício – símbolo do teatro combativo e ícone da resistência ao governo militar -, situado em Perdizes, bairro da zona oeste de São Paulo.
Mesmo utilizados com rapidez, os extintores não conseguiram impedir que as labaredas se alastrassem para a platéia e atingissem também o teto do teatro. Quando chegaram os bombeiros, cenários, cortinas e equipamentos feitos de material inflamável estavam destruídos.

O Tuca, que nasceu auditório Tibiriçá, enfrentaria nos anos seguintes sua mais dura batalha: a da reconstrução. Na edição 80, de outubro de 1985, PROJETO informava na matéria “A reinvenção do Tuca”, publicada à página 28, que o projeto de recuperação do teatro estava sendo desenvolvido por Joaquim Guedes. “É fascinante o desafio de fazer Fênix renascer das cinzas, renovada e reconhecida no que tem de essencial e próprio”, argumentava o arquiteto na ocasião. Para ele, participar da reconstrução representava um reencontro com o local; em 1960, o então jovem profissional havia vencido o concurso para o projeto daquele que viria a ser o teatro universitário.

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