Teatro Municipal de São Paulo (Arquivo FAU/USP)

Quando a arquitetura era o espetáculo | Por Cecília Rodrigues dos Santos

Em 1911, um ano após a entrada triunfal na Ópera de Paris do seu primeiro e mais famoso fantasma, com a publicação de Gaston Leroux, O Fantasma da Ópera, episódio que veio somar a consagração popular ao êxito de um teatro de elite de projeção internacional, a distante e provinciana São Paulo de Piratininga inaugurava seu teatro de ópera. Impossível falar de uma obra sem levar em conta seu paradigma. Impossível fazer associações ignorando condicionantes particulares. Discorrer sobre o Teatro Municipal de São Paulo significa portanto falar de emigração, de industrialização e poder econômico de uma nova classe em ascensão, mas sobretudo de modelos culturais, tipologias arquitetônicas e suas formas de apropriação no, ainda, Novo Mundo.

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