Quando a arquitetura é reflexo de uma transformação pessoal profunda | Por Ermínia Maricato

Durante vários anos o arquiteto Eduardo Longo deixou de lado a construção de grandes residências para dedicar-se inteiramente ao seu projeto da casa-bola. Esta experiência é analisada, à seguir, por Ermínia Maricato.

A arquitetura de Eduardo Longo reflete claramente uma trajetória de transformação pessoal. Depois de um período que vai de 64 a 72 em que o arquiteto projeta casas luxuosas, localizadas em sua maioria, na praia de Pernambuco, município de Guarujá, e mansões, localizadas no bairro do Morumbi, em São Paulo, o escritório é fechado (Ver revista Acrópole, números 388 e 389). Eduardo inicia um processo de introversão, no qual a revisão dos valores pessoais é acompanhada de um diálogo permanente com sua própria casa: “quebrando paredes, abrindo bloqueios, libertando o solo e finalmente arrancando os portões da entrada”.

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