Preservar não é tombar, renovar não é pôr tudo abaixo | Por Carlos Nelson F. dos Santos

Este artigo foi encomendado (e pago...) para publicação na Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Quando ficou pronto, foi vetado pelo editor, sob o pretexto de que ofendia os brios da arquitetura nacional. Procedimento dos mais estranhos, em se tratando de trabalho assinado, escrito e desenhado no capricho, após insistentes convites. Não sei, não... deve ter ido muito direto ao alvo. Paciência. Carrego a honra de ter sido censurado pela Nova República bem antes de Godard (Rio, 1984).

Toda cidade resulta da agregação de trabalho humano a um suporte natural. Isto quer dizer que, uma vez fundadas, as cidades vivem se refazendo, jamais estão prontas. Talvez esse enfrentamento do espaço e do tempo através de ações sociais se pudesse chamar com mais propriedade de história – de história urbana pelo menos. De todas as formas, estou quase convencido de duas coisas:

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