Dal Pian

Pretende trabalhar no Dal Pian Arquitetos? Se não gosta de cachorros, desista! Se gostar, mas não tiver senso de humor, também enfrentará dificuldades. Lelé, a cachorrinha da foto na próxima página, não projeta, mas devora livros. Literalmente. “Estudem, se informem, pratiquem e procurem absorver o conhecimento não apenas no campo da arquitetura”, recomenda Renato Dal Pian aos alunos de arquitetura (o que vale para os candidatos a integrarem a equipe) – com a experiência de quase duas décadas como professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie (FAU-Mackenzie). O escritório que ele e Lilian, sua esposa, constituíram no início da década de 1990 chega aos 25 anos com uma produção que abrange edificações e programas de natureza muito distintos e que se renova constantemente. O casal não acredita no gesto criativo. “Projetar não é um ato de inspiração, mas de suor. Genialidade é consequência de pesquisa, de estudo, de empenho”, afirma Lilian.

No interior de São Paulo, na primeira metade do século passado, o espanhol que viera para o país à procura de melhores condições de vida, entra no armazém de secos e molhados e, estendendo o indicador em direção à prateleira, pede, com convicção, ao português sentado do outro lado do balcão: “Dê-me uma fatia daquele doce de leite”. O lusitano, que migrara de Portugal pelos mesmos motivos, volta os olhos para a direção apontada e responde: “Aquilo não é doce de leite. É sabão”.

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