Pavilhão do Brasil em Sevilha: deu em vão* | Por Hugo Segawa

Da ordem de 60 m: este é o vão de concreto protendido no projeto que representará a arquitetura brasileira na Exposição Universal Sevilha 1992. Um volume cúbico, regular, quatro vistosas empenas de concreto aparente, mais umas tantas lajes e rampas em vários níveis (e desníveis), em solução que pode ser “descrita e transmitida por telefone”, como afirmou um de seus autores, em debate na Universidade de Brasília. É claro que a possibilidade de “comunicar por telefone” é uma figuração da suposta simplicidade dos elementos do anteprojeto. Mas não escamoteia o esforço de modelar uma arquitetura segundo o léxico que caracterizou a construção de espaços nos ensinamentos do mestre Artigas e de seus seguidores: uma proposta de forte tempero paulista.

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