O Paço megalômano de Caçapava | Por Adilson Melendez

Caçapava, com cerca de 70 mil habitantes e a aproximadamente 100 km da capital paulista, tem como vizinhas mais conhecidas Taubaté, a leste, e São José dos Campos, a oeste, duas prósperas cidades do Vale do Paraíba, na região oeste do Estado de São Paulo. Houve um momento em que a cidade - ou teria sido apenas o prefeito? - abraçou uma idéia que, sob a ótica atual, lembra muito o país dos tempos de milagre brasileiro: a construção de um grandioso paço municipal. Se tivesse sido implantado, o projeto superaria em dimensão os espaços análogos existentes em seus vizinhos maiores.

O Paço megalômano de Caçapava
Caçapava, com cerca de 70 mil habitantes e a aproximadamente 100 km da capital paulista, tem como vizinhas mais conhecidas Taubaté, a leste, e São José dos Campos, a oeste, duas prósperas cidades do Vale do Paraíba, na região oeste do Estado de São Paulo.
Houve um momento em que a cidade – ou teria sido apenas o prefeito? – abraçou uma idéia que, sob a ótica atual, lembra muito o país dos tempos de milagre brasileiro: a construção de um grandioso paço municipal. Se tivesse sido implantado, o projeto superaria em dimensão os espaços análogos existentes em seus vizinhos maiores.

Em 1985, o então prefeito Francisco Adilson Natali encomendou ao escritório dos arquitetos Carlos Bratke e Renato Bianconi o desenvolvimento de um projeto que reuniria, no mesmo local, a sede da prefeitura (secretarias e gabinete do prefeito), a Câmara Municipal, plenário/auditório e estacionamentos. O trabalho desenvolvido em parceria pelos arquitetos ganhou três páginas na edição 92 de PROJETO, em outubro de 1986. Sua meta era criar um pólo de atração em região nova da cidade, àquele tempo ainda pouco urbanizada.

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