O centro se desloca para as margens | Por Marina Waisman

Centro, margens: as figurações “geográficas” nas metáforas utilizadas pela crítica de arquitetura argentina Marina Waisman, em sua avaliação sobre a produção da arquitetura internacional nos dez últimos anos (1980-1990). “Geografia” produtora de simulacros arquitetônicos, descartáveis como rótulos de consumo, superficializando as respostas que deveriam constituir a essência das preocupações dos arquitetos do mundo.

Observada do ponto de vista da América Latina, a arquitetura mais divulgada dos países desenvolvidos ofusca, com seu brilho, as formas audazes e chamativas, as técnicas sofisticadas, a engenhosidade que se depreende das imagens, os estranhos desenhos ilegíveis para o não-iniciado e, por que não, as teorias impenetráveis que explicam, justificam, provocam algumas dessas arquiteturas. Mas, uma vez superado o primeiro deslumbramento, começamos a suspeitar de uma profunda crise no mais íntimo desse cintilante universo.

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