Robert Stern: residência em Westchester

Moderno, pós-moderno, antimoderno ou?: duas perspectivas

Passados oito anos de sua "oficialização", um suplemento de um jornal paulistano da dita "grande imprensa” abre suas páginas para a discussão do pós-moderno. Outro significativo periódico (em termos de conteúdo, não de distribuição) resolve reunir, em seu último número, textos configurando uma antologia, analisando o pós-moderno. Afinal, vulgariza-se o termo, o meio intelectual já toma conhecimento desta discussão, mas os conceitos voam para a absoluta grande maioria das pessoas que têm algum acesso aos meios de comunicação. Quanto mais os que têm outras prioridades entre suas preocupações. Talvez alguns já tenham tido alguma oportunidade de ouvir falar e discutir a respeito. Sabe-se que, em algumas escolas de arquitetura em São Paulo, existem disciplinas ou seminários a respeito. Afinal, o que é isto?

Podemos ser desfavoráveis ou não a rótulos, mas nunca, aprioristicamente, podemos negar a discussão de uma ideia. O pós-moderno, no contexto brasileiro, afigura-se apenas como uma ideia. Talvez nem tanto na área das artes plásticas ou publicidade, mas em arquitetura, da qual sabemos que não se expressa apenas por teorias ou desenhos bem-feitos, pouco ou nada se fez além de manifestação de intenções de alguns profissionais quanto ao seu engajamento nessas ideias. Com o perigo de ser pós-moderno apenas por um atributo cronológico. Ou porque foi mais criativo que Charles Jencks e revolucionou antes de inventarem o termo. Manifestos de intenções, o inferno está cheio deles. O FMI também.

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