(Foto: Joana França)

MMBB, Ben-Avid e JPG.ARQ: Pavilhão Brasil na Expo Dubai 2020

A envoltória do sitio da Expo Dubai 2020, nos Emirados Árabes Unidos, é um território em transformação. No trecho de terra que o liga à costa, há obras de expansão de um porto, de um aeroporto e do metrô, bem como espera-se pela construção de uma ferrovia, fatos indicativos do papel estratégico que aquela zona da cidade desempenha nos planos de Dubai para consolidar-se como um hub global em áreas diversas. Em tal contexto, de transformações aceleradas, o pavilhão brasileiro se contrapõe ao oferecer-se, simplesmente, ao desfrute dos visitantes.

Asfalto e um enorme chão de areia são os vizinhos imediatos do sítio da Expo Dubai 2020 quando visto pelo Google Maps. Aumentando gradativamente o campo de visão, então, percebe-se a alternância de faixas de deserto com bairros estabelecidos, cada um com o nome de uma função específica: investimentos, logística, indústria, village (residencial) … Depois, movendo a vista em direção ao Golfo Pérsico surge a imagem de uma das famosas palmeiras de Dubai, as ilhas artificiais que avançam sobre a água com a forma da árvore, mas a mais próxima da Expo – a Jebel Ali Palm – é uma obra incompleta, iniciada em 2006 e suspensa em 2008 por causa da crise financeira global. No pé da colossal ilha artificial há mais areia e canteiro de obra: trata-se da expansão do porto Jebel Ali, inaugurado no início dos anos 1970 e atualmente em fase de ampliação. Porto, aeroporto e ferrovia, a última (Etihad Rail) com implantação já iniciada para conectar os sete Emirados Árabes Unidos, e o segundo, o Al Maktoum Airport, vizinho à feira mas distante cerca de 40 quilômetros do Dubai International Airport e operando ainda muito abaixo do seu potencial de acolhimento de cargas e passageiros até que, espera-se, esteja totalmente implantado em 2027: o potente trio logístico da macrorregião da feira, ao qual se junta a extensão do metrô até as portas da Expo, fala por si só sobre o papel de destaque que aquela zona da cidade, na transição para Abu Dahbi, desempenha nos planos de Dubai para consolidar-se como um hub global em áreas diversas.

 

Vê-se a proximidade do pavilhão Brasil (à direita da foto) com o pavilhão Sustentabilidade (à esquerda), projetado pelo escritório Grimshaw Architects. Ao fundo, alternam-se o eixo viário em torno da feira com o chão de areia de mais uma grande zona da cidade passível de desenvolvimento urbano (Foto: Joana França)

 

A vitória da candidatura da cidade para sediar a exposição mundial ocorreu em novembro de 2013, definida em votação por 168 membros do BIE – Bureau International des Expositions – que desde 1931 é o órgão intergovernamental (sediado em Paris) responsável pela realização do evento. Dubai suplantou três candidaturas finalistas: São Paulo (tema: Poder da Diversidade, Harmonia para o Crescimento / sítio: uma área de 502 hectares em Pirituba, no nordeste da cidade, que se pretendida transformar em um novo centro econômico após o evento), Ecaterimburgo, na Rússia (tema: A Mente Global / sítio: uma área de 500 hectares próxima ao centro da cidade) e Izmir, cidade turca da costa do Mar Egeu (tema: Novos Caminhos para um Mundo Melhor, Saúde para Todos / sítio: uma área de 500 hectares pensada para se tornar um polo de bem-estar e saúde). Na rodada final de votação, Dubai prevaleceu sobre Ecaterimburgo obtendo 116 votos. Tornou-se, assim, a primeira cidade do Oriente Médio a sediar uma exposição mundial, pioneirismo que teria sido também o de São Paulo, para a América Latina, caso houvesse vencido o pleito.

Colaborar para o desenvolvimento das sedes das exposições mundiais é requisito para a elaboração das candidaturas das cidades, e em Dubai o masterplan da feira, concebido pela empresa global de design, Populous, considerou a criação de cerca de 500 mil metros quadrados de estruturas permanentes – basicamente os edifícios ao redor da praça central, o trio de pavilhões temáticos e as infraestruturas – em meio aos mais de 4 milhões de metros quadrados de área do evento. Elas passarão a funcionar como centro de convenções, de eventos, e edifícios corporativos cercados por hotéis e residenciais quando fecharem as portas da Expo em 31 de março próximo – serão o cartão de visitas do District 2020, planejado para o uso misto mas cuja vocação principal é a de turismo de negócios. O novo bairro faz parte da atual rodada de desenvolvimento do Dubai South, zona da cidade compreendida entre o porto/Jebel Ali Palm e o Al Maktoum Airport.

No novo milênio, quando as exposições mundiais começaram a ter periodicidade regular de cinco anos – Hanôver em 2000, Aichi/Japão em 2005, Xangai em 2010 e Milão em 2015 e agora em Dubai – o seu perfil deixou de ser explicitamente comercial e ganhou caráter simbólico. Mas permanece como pano de fundo o objetivo de impulsionar o desenvolvimento urbano das cidades-sede, por vezes bem sucedido econômica, social e/ou ambientalmente, por vezes fracassado em todos os aspectos. “Em 1867, as exposições já haviam se tornado gigantescos aparatos de puro artifício – cidade dentro da cidade (…)”, escreveu Margareth Pereira na edição 139 da revista PROJETO, de março de 1991, no artigo intitulado A participação do Brasil nas exposições universais. Uma arqueologia da modernidade brasileira.

 

Os reflexos da água associados à luminosidade dinâmica da membrana, translúcida, e às sombras da estrutura metálica configuram a aparência etérea do pavilhão (Foto: Joana França)

 

Independente dos seus objetivos estratégicos, as exposições mundiais atraem múltiplas camadas de público: do turista ao empresário, do ente público à família. Pela primeira vez na história do evento, em Dubai todos os países participantes (192) tiveram pavilhões próprios, inclusive os desprovidos de recursos financeiros para arcar com os custos da implantação que, assim, foi patrocinada pelos organizadores. Outra particularidade do evento é a distribuição dos países não por suas localizações geográficas mas por afinidade com um dos eixos temáticos da feira.

Integrante da equipe vencedora do concurso arquitetônico de 2018, o arquiteto José Paulo Gouvêa assinala a sua “descoberta” de Dubai – “cidade não citada nos nossos cursos de arquitetura”, ele nos lembra – nestes dois anos de acompanhamento da obra já que, por causa da pandemia do Covid-19, a inauguração do evento foi postergada em um ano. O pavilhão brasileiro tem arquitetura simples visualmente, resumidamente uma membrana tensoativa que envolve um esqueleto metálico em forma aproximada de cubo: são 48 metros de lado e 20 metros de altura. Toda a estrutura de aço foi feita em Dubai enquanto que no local preparavam-se as infraestruturas e as robustas fundações de concreto.

Esta é a terceira vez na história das participações brasileiras em exposições mundiais que a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil) é a responsável pelo pavilhão nacional. A primeira foi em Xangai, em 2010, depois em Milão, em 2015, e agora em Dubai, inaugurada em 1º de outubro de 2021 e aberta até 31 de março de 2022. Em todos os casos, a autarquia vinculada ao Ministério das Relações Exteriores realizou concurso público para a escolha do projeto arquitetônico, primeiramente restrito aos interiores porque em Xangai o Brasil ocupou um pavilhão industrial existente – organizado pela AsBEA, a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, puderam participar do concurso de 2009 apenas escritórios integrantes de um convênio preexistente entre ela e a Apex, dos quais três concorreram e venceu a equipe liderada pelo arquiteto Fernando Brandão. Já no concurso de 2013, aberto e organizado pelo IAB/DF, participaram 45 equipes, vencendo o escritório Arthur Casas associado ao de Marko Brajovic, este, responsável pela curadoria. Em 2018, então, o concurso para a concepção do pavilhão do Brasil em Dubai, novamente organizado pelo IAB/DF e contando com 42 concorrentes, foi vencido pela associação dos escritórios de Marta Moreira e Milton Braga (MMBB Arquitetos), do argentino Martin Benavides (Ben-Avid) e de José Paulo Gouvêa (JPG.ARQ), na arquitetura, além de Alexandre Benoit e Guilherme Wisnik, na curadoria.

 

Vista frontal do edifício de apoio, posicionado na lateral esquerda da implantação. O térreo é parcialmente livre, como um terraço; no primeiro pavimento, a longa sala envidraçada é um estar aberto ao público, com vista para o espelho d’água (atrás dela, há a sala para as exposições temporárias) e o segundo pavimento acomoda o staff, a presidência e salas de reunião (Foto: Joana França)

 

A experiência com a exposição de Xangai motivou a direção da Apex-Brasil a criar internamente o departamento de Coordenação de Expos e Projetos Especiais. Dele, participa desde 2011 o arquiteto Marcelo Sávio de Souza, acompanhando, entre outros, os ciclos completos das concepções do pavilhão brasileiro em Milão e também em Dubai, no qual o órgão assumiu complementarmente a responsabilidade pela supervisão da obra. Este é um dos motivos pelos quais no edital do concurso foi exigida a associação das equipes brasileiras com escritórios de arquitetura de Dubai mas, de toda forma, envolver os arquitetos desde o estudo preliminar até o projeto executivo do pavilhão e, complementarmente, na supervisão da obra, foi uma iniciativa corajosa da Apex em um momento em que o TCU, o Tribunal de Contas da União, responsável pela fiscalização do empreendimento porque, embora gerenciado por um órgão privado, é construído com dinheiro público, não era favorável ao fato de uma mesma empresa conceber e detalhar o projeto arquitetônico. Atividades não raro desmembradas em etapas independentes em concursos para projetos públicos, o órgão de controle acreditava, assim, evitar o favorecimento dos autores do estudo preliminar ou anteprojeto na concorrência para o desenvolvimento do projeto executivo. A este respeito, Sávio explica que, internamente, a visão da Apex era de que o concurso tratava da concepção de um objeto complexo, frente ao qual, portanto, não se sustentava o acórdão do TCU. Prevaleceu tal interpretação e, incluindo os arquitetos em todo o processo, a Apex garantiu a execução do projeto tal qual as diretrizes gerais aprovadas pelo júri do concurso de 2018, composto por Fernando Viegas, Thiago Andrade e a artista plástica Maria Luiza Fragoso, do Brasil; Inês Lobo (Portugal) e Fernando Diez (Argentina).

O edital do certame foi informado pela experiência prévia da Apex com exposições mundiais e por demandas extraídas das consultas feitas naquele longínquo – a pensar nas transformações políticas que ocorreram no Brasil a seguir – 2018 com representantes dos Ministérios do Turismo, do Meio Ambiente etc, bem como com líderes de setores a quem interessa o diálogo internacional. O objetivo era identificar “confluências de políticas públicas governamentais ligadas ao tema da sustentabilidade, da Amazônia …”, relata Sávio, concluindo: “Foi uma experiência memorável”.

A convocatória da Apex exigia das equipes participantes a proposição conjunta da arquitetura com a expografia/curadoria, esta última assinada, no projeto vencedor, pela dupla Guilherme Wisnik e Alexandre Benoit. Da comunhão de ambas, o pavilhão do Brasil em Dubai é um grande chão livre, uma praça que, evocando as águas do interior do país (os meandros dos rios amazônicos, a tonalidade escura das águas do Rio Negro e os mangues), é um piso encharcado, caminhável, interrompido em poucas áreas secas. Sobre ele, suspende-se um volume vedado com membrana translúcida tensoativa, enquanto que uma edificação lateral – abarcada pelo cubo branco – acolhe, nos seus três pavimentos, as salas para exposição temporária e um mirante voltado para a praça (primeiro andar); áreas administrativas, de gerência e reuniões (no segundo andar). A estratégia é fazer do próprio pavilhão – paredes e teto – uma superfície expositiva sobre a qual projetar imagens em movimento.

 

À noite, membrana e fachadas internas do pavilhão são o suporte para a projeção de imagens em movimento. O conceito é o da criação de um espaço imersivo, com imagens potents. O argumento da curadoria, conceituada por Guilherme Wisnik e Alexandre Benoit, é As águas do Brasil, com o qual se menciona os rios internos do território brasileiro – O Rio Negro, cuja água escura resulta da decomposição das folhas, e também o mangue, repositário de toda a vida lacustre (Foto: Joana França)

 

Desde 1 de outubro de 2021 até 31 de março de 2022, o pavilhão do Brasil em Dubai terá sido palco das seguintes iniciativas:

Exposição da Embratur sobre Turismo no Brasil | Exposição da Única sobre Neutralização de Emissões de Carbono | Exposição do Estado do Paraná | Semana do Espaço – Ministério da Ciência e Tecnologia | Exposição do Estado de São Paulo | Semana do Desenvolvimento Urbano e Rural – Fundação de Educação Tecnológica e Cultural da Paraíba | Exposição do Setor Calçadista Brasileiro – Abicalçados | Projeto Embraer – Exposição sobre a História da Aviação e Tecnologia Aeronáutica no Brasil | Sebrae – Empreendedorismo no Brasil | Semana de Minas Gerais | BRF | Ilha de Marajó | Fiocruz | Exposição do Estado do Ceará (oportunidades, negócios, serviços) | VALE | Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial | Secretaria do Esporte | Cooking shows, mensalmente na área do restaurante | Semana do Agro (CNA – Confederação da Agricultura e da Pecuária no Brasil, OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras – e outras entidades setoriais do Agro) | Evento do Bicentenário da Independência | Coral da VALE Música | 200 dias para 200 anos da Independência (em 19 de fevereiro de 2022) | SUDAM | SUFRAMA | CNC | Petrobrás | Itaipu.

Prioritariamente contidas na sala expositiva do edifício de apoio, não raro as mostras e ações temporárias se expandem para a praça do pavilhão, marcando presença no grande espelho d’água que domina o espaço. Vale uma ressalva a este respeito: à parte os audiovisuais, que acompanharam relativamente a linha curatorial do concurso, é uma pena que não tenha seguido adiante porque performances artísticas adequadas certamente teriam valorizado a espacialidade do pavilhão e a jocosidade do espelho d’água.

 

 

Foram poucas as alterações do projeto desde o concurso até a finalização da obra, algumas delas importantes mas não visíveis, como a inserção de um subsolo técnico; outras rotineiras, como acomodações de leiaute; e outras significativas, como a remoção de quatro dos oito pilares previstos no concurso pelos arquitetos juntamente com o engenheiro Miguel Maratá. Avalizada por Rui Furtado e equipe da portuguesa Afaconsult, a subtração é baseada na dinâmica da distribuição dos esforços através das fachadas – retângulos com 48 metros de lado e altura final de 20 metros, suspensos do piso e estabilizados através da composição de traves metálicas de seção quadrada e dispostas vertical e diagonalmente -, dos pilares e das treliças espaciais que, na cobertura, interligam entre si os pilares, as traves verticais e estas com os pilares. Interessante notar a este respeito que, embora a diminuição da quantidade de apoios, são quase idênticas as plantas de cobertura do anteprojeto e do projeto executivo, com a diferença de que, nesta última, aparecem treliças espaciais atravessando diagonalmente a cobertura a fim de interligar os vértices do pavilhão com o anel – o impluvium – para onde convergem os cabos de aço de tensionamento da membrana.

Inicialmente previstas com seção de 40 centímetros, as traves metálicas foram por fim executadas com 60 centímetros de seção e também a estrutura secundária, de sustentação dos projetores (120 no total), aumentou com o desenvolvimento do projeto. A arquitetura, assim, perdeu um pouco da leveza do “cubo flutuante” do projeto do concurso, mas a sua efemeridade compensa o dano. Inesperadamente a incidência da luz do sol, sempre presente em Dubai, confere uma luminosidade acetinada à membrana, que vai mudando de intensidade até contagiar todo o ambiente mas sem perder candura. E assim fazendo, ilumina e focaliza a água do chão, altamente reflexiva por causa do fundo preto, convidando o visitante a divertir-se molhando os pés, simplesmente.

Em nossa visita ao pavilhão no final de dezembro de 2021, Fernando Diez – que fora membro do júri – reiterou uma das ponderações feitas aos arquitetos após a vitória do concurso. A dúvida era sobre a visibilidade das projeções luminosas sobre a membrana durante o dia e, de fato, acabou-se definindo pela sua realização apenas após o entardecer. Ainda bem. É cativante o espetáculo audiovisual que começa no pavilhão brasileiro com o pôr do sol em Dubai – são duas horas de filmes, com quinze minutos cada -, inclusive visto de fora, mas a pausa para desfrutar da praça encharcada é acolhedora. Como, de resto, é a perene brasilidade amistosa invocada pelos arquitetos com o projeto. (Por Evelise Grunow)

 

 


MMBB + Ben-Avid + JPG.ARQ
Sócios-fundadores do escritório MMBB Arquitetos, sediado em São Paulo, Marta Moreira e Milton Braga se graduaram pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) em 1987 e 1986, respectivamente. A eles se associa esporadicamente o arquiteto Martin Benavidez (Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Desenho da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, em 2012), fundador do escritório Ben-Avid, em 2018, sediado em Córdoba, mas atuante também no Brasil. José Paulo Gouvêa, fundador do escritório JPG.ARQ, sediado em São Paulo, graduou-se pela FAU – USP em 2004.

 

 

Implantação

 

Cobertura

 

Segundo Pavimento

 

Primeiro Pavimento

 

Térreo

 

Subsolo

 

Corte Transversal 1

 

Corte Transversal 2

 

Corte Longitudinal 1

 

Corte Longitudinal 2

 

Fachada Frontal

 

Fachada Posterior

 

Fachada Restaurante

 

Fachada Lateral

 

 

 

 

Ficha Técnica

Pavilhão do Brasil na Expo Dubai 2020
Local
Dubai (EAU)
Início do projeto
Conclusão da obra
Área do terreno
3.772 m2
Área construída 4.445 m2
Arquitetura MMBB Arquitetos + Ben-Avid + JPG.ARQ - Marta Morerira, Milton Braga, Martin Benavidez, José Paulo Correia (autores); Ana Carolina Isaía, Alen Gomez, Alfonsina Sassia, Clara Varandas, Constanza Villarreal, Emilia Darricades, Franco Fara, Felipe Suzuki Ursini, Gabriel Andreoli Hirata, Germán Ferradas, Ignacio Paez, Juan Pablo Parodi, Julieta Bertoni, Maria João Figueiredo, Mateo Arjona, Micaela Moreno, Murilo Romeu, Raphael Carneiro, Renan Ferreira, Seizen Uehara, Stefania Casarin, Tomas Milan, Tomás Quaglia Martínez, Victor Oliveira (colaboradores); Guilherme Wisnik, Alexandre Benoit (concepção original da exibição)
Engenharia Maratá Engenharia - Miguel Maratá, Ana Martinho, Elis Silva, Gabriela Trevizan, Isabela Abrão, Naira Costa; Afaconsult - Rui Furtado, Carlos Almeida, Gustavo Alves, Marco Carvalho, Paulo Silva, Raul Serafim, Maria Rui Castanhola
Consultoria da estrutura tênsil (concurso) Rui Pauletti
Arquiteto local MJU Engineering Consultancy - Muwafak Al Juboory, Mohamed Walid Abdalla Elhabshy, Hani I. M. Abdalmenem, Nazeer Ahmed Khan, Mohsin Iqbal, Alnilmar Paul Rodriguez, Mohamed Salah Ahmed Elsheikh, Mohamad El Moghrabi, Binu Bhaskar
Video mapeado (conceito) Cactus - Lucas Werthein, Marcelo Pontes, Noah Waxman, Felipe Reif
Sinalização CLDT Design - Celso Longo, Daniel Trench, Alexandre Mendes
Acústica Inacoustics - Octávio Inácio
Sonorização (conceito original) Nico Espinoza
Consultoria jurídica e financeira Beatriz Lichtenstein
Cliente Apex-Brasil
Construção Pico Middle East
Fotos Joana França

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