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Membranas tensionadas em obras de grande escala

A Serge Ferrari, empresa líder mundial em tecnologia de materiais compósitos flexíveis, em parceria com a PROJETO, realizou no dia 2 de outubro, em São Paulo, o evento Arquitetura Leve. Na ocasião, especialistas e arquitetos apresentaram soluções e diferenciais no uso de membranas compósitas em projetos arquitetônicos

O conteúdo apresentado durante o evento Arquitetura Leve destacou, principalmente, os diferenciais com relação às funções térmicas e acústicas, proteção solar e ventilação, além das possibilidades estéticas e formais que as membranas compósitas proporcionam aos projetos de arquitetura.

Palestraram no encontro, que contou com a presença de diversos representantes do setor construtivo, Françoise Fournier, diretora para Mercado de Arquitetura Leve da Serge Ferrari; o arquiteto Aníbal Coutinho, sócio do escritório CDCA do Rio de Janeiro; e o arquiteto Sergio Coelho, titular do GCP Arquitetura & Urbanismo.

Françoise Fournier explicou que a arquitetura leve parte do uso de materiais leves, e apresentou soluções que o tecido tensionado oferece para edifícios duráveis e confortáveis, além das últimas inovações mundiais nessa área. De acordo com ela, durabilidade e conforto são duas prioridades para a Serge Ferrari quando se realiza o design e concepção de belas edificações. “O cliente confia em nosso material, então, nosso trabalho é confeccionar os produtos mais inteligentes e funcionais possíveis”, explica.

Fornecer materiais com soluções de conforto térmico e acústico, luz e ventilação naturais também são os principais requisitos da empresa. Verticalmente integrada, a empresa de origem francesa produz globalmente 13 milhões de metros quadrados de tecido por ano para as indústrias da construção e arquitetura, proteção solar, moveleira e para aplicações industriais e de bioenergia.

A maioria dos materiais da Serge Ferrari, segundo Françoise, tem peso inferior a 1 quilo por metro quadrado, porém, ainda assim, é capaz de suportar até 20 toneladas por metro quadrado. O material é pré-tensionado vertical e horizontalmente, conferindo estabilidade dimensional em ambas as direções e permitindo a criação de estruturas com amplas dimensões, formas específicas e geometrias icônicas. “A arquitetura leve cabe em qualquer lugar, em muitos tipos de ambientes”, acrescentou.

Aníbal Coutinho, um dos autores do projeto arquitetônico da Arena Corinthians, em São Paulo – que foi encomendado para sediar a Copa do Mundo de 2014 -, contou sobre os desafios enfrentados em sua concepção e execução, além do uso de membranas desenvolvidas pela Serge Ferrari, que, segundo ele, foram essenciais para a realização do estádio.

O arquiteto teve como partido a demanda por um estádio que pudesse ter sua infraestrutura reduzida após o evento mundial, e o desejo de configurar a edificação como uma caixa fechada, sem paredes laterais – essa forma aproxima o público do campo e garante boa visibilidade de todos os lados. Uma cobertura bastante leve, que não tocasse nas caixas e produzisse um efeito de flutuação, era condição primordial do projeto.

A dimensão do estádio demandava treliças de 3 a 12 metros de altura, no entanto, apenas as treliças menores poderiam ser vistas. Assim, a cobertura deveria ser percebida como uma superfície leve e maciça. Esse objetivo só poderia ser atingido, explicou o arquiteto, por meio do uso de uma membrana, de maneira que nenhuma peça estrutural ficasse aparente. Portanto, não se poderia utilizar nenhum material que cortasse sua continuidade.

“É uma estrutura muito densa de aço. Esse vão é muito grande e muito confuso visualmente para que simplesmente fosse coberto com uma telha. Sem as membranas, uma estrutura como essa teria um peso sobre a edificação e o conjunto, causando confusão visual. Uma estrutura densa é muito confusa visualmente”, comentou Coutinho.

A Arena Pantanal, projetada por Sergio Coelho em Cuiabá, Mato Grosso, também utilizou as membranas Serge Ferrari em sua concepção. O clima da cidade, predominantemente quente durante todo o ano, além de preocupações com o legado do estádio após a Copa 2014 e o atendimento a questões de conforto, funcionalidade, tecnologia e sustentabilidade, foram desafios do arquiteto na concepção do projeto.

O estádio configura-se, por meio de uma estrutura desmontável, em quatro módulos de arquibancada e coberturas totalmente independentes. Para evitar pilares, foi realizado um sistema de cobertura independente, que está apoiado nos vértices do formato retangular da edificação.

Para o fechamento, o arquiteto desenvolveu um envelope leve que abraça o conjunto e favorece a ventilação cruzada. Foram usados 15 mil metros quadrados da membrana Frontside View 381 na fachada e 11,4 mil metros quadrados de Flexlight Advanced 902 S2 nos pórticos. “Além de dar unidade volumétrica para o estádio, a membrana tem a função de proteger do sol o fundo das arquibancadas e proteger a circulação“, explicou Coelho.

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