Luigi Snozzi: Arquitetura, política, ensino e Brasil

Nas décadas de 70 e 80, a arquitetura suíça entrou em evidência graças a profissionais do Ticino, cantão italiano do país. Luigi Snozzi fez parte desse seleto grupo - com Mario Botta, Livio Vacchini, Aurelio Galfetti e Tita Carloni - que tinha como característica a forte leitura do entorno. No ano passado, Snozzi esteve duas vezes no Brasil: em junho, visitou Brasília e São Paulo; em setembro, voltou a São Paulo e foi ao Rio de Janeiro. PROJETO DESIGN entrevistou-o durante visita a obras da arquitetura paulista, a qual não cansou de elogiar: a FAU/USP é "a faculdade de arquitetura mais bonita do mundo"; o Sesc Pompéia, "o edifício mais importante para o povo brasileiro"; a residência Millan (de Paulo Mendes da Rocha), "uma casa-manifesto".

"A criação de Brasília é um
fato extraordinário. Ali se vê
o potencial de um grande futuro para o país."
Nas décadas de 70 e 80, a arquitetura suíça entrou em evidência graças a profissionais do Ticino, cantão italiano do país. Luigi Snozzi fez parte desse seleto grupo – com Mario Botta, Livio Vacchini, Aurelio Galfetti e Tita Carloni – que tinha como característica a forte leitura do entorno. No ano passado, Snozzi esteve duas vezes no Brasil: em junho, visitou Brasília e São Paulo; em setembro, voltou a São Paulo e foi ao Rio de Janeiro. PROJETO DESIGN entrevistou-o durante visita a obras da arquitetura paulista, a qual não cansou de elogiar: a FAU/USP é "a faculdade de arquitetura mais bonita do mundo"; o Sesc Pompéia, "o edifício mais importante para o povo brasileiro"; a residência Millan (de Paulo Mendes da Rocha), "uma casa-manifesto".
Há muita diferença entre a arquitetura da Suíça alemã e a da italiana?

Sim. A Suíça italiana ficou conhecida nos anos 70, mais especificamente entre 1965 e 1975, com projetos de Mario Botta, Aurelio Galfetti e meus, entre outros. A partir do final da década de 80, foi a vez da Suíça alemã, com arquitetos como Herzog & De Meuron ou Peter Zumthor, que integram uma corrente muito diferente da nossa, com outra interpretação do relacionamento entre edifício e cidade.

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