Lluís Clotet e Ignacio Paricio: A regra e a lógica da construção | Por Joan Villà

A construção é a língua materna da arquitetura, lembra-nos Auguste Perret. Para os arquitetos catalães Clotet e Paricio, a sintaxe é mais importante que o vocabulário, valorizando na referência gramatical o ofício de coordenar e unir as partes na elaboração do discurso arquitetônico e na revalorização da tectônica como condição necessária da arquitetura.

Na construção homogênea, constituída por um único material, a montagem potencializa as múltiplas qualidades do elemento unitário, organizando o desenho das juntas – hiatos de passagem entre o singular e o plural – na construção da unicidade. Na construção heterogênea, composta por diversos materiais, a montagem harmoniza a variedade de especializações dos elementos, organizando o desenho das articulações – elos de passagem entre o singular e o plural – na construção da diversidade. Da pirâmide de Quéops à Torre Eiffel; da pirâmide de Pei à Torre Foster, na construção homogênea e na heterogênea, juntas ou articulações organizam as dimensões, estruturando as partes no arcabouço da totalidade.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Por apenas R$ 2,99 mensais, você tem acesso ao conteúdo completo do acervo da revista PROJETO, com mais de 7.000 obras, projetos, entrevistas e artigos

Clique e assineJá sou assinante