Lina Bo Bardi: Salvador, uma paixão | Por Pasqualino Magnavita

Este depoimento sobre Lina visa, em primeiro lugar, resgatar a especificidade de sua contribuição à cultura baiana em geral e à arquitetura em particular. Em segundo lugar, caracterizar os diversos significados de sua produção em Salvador em dois momentos culturais e políticos distintos - antes do golpe militar de 1964 e depois de 1986, com o advento da Nova República -, resgatando assim, de alguma forma, parte da dívida que a cultura baiana deve tributar a essa extraordinária, combativa e criativa mulher, que estabeleceu uma relação especial e afetiva com a cidade de Salvador.

Coincidindo com o período de grande efervescência cultural no país e na arquitetura em particular – época da construção de Brasília Lina chega a Salvador em 1958, onde fixa residência até 1964, quando, resistindo com muita coragem às imposições do regime militar, partiu com profunda mágoa da cidade que a fascinou, que procurou compreender e amar, revitalizando-a culturalmente.

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