História e historicismo em arquitetura: O mundo e o tempo à disposição do projeto | Por Silvia Arango

Hoje em dia não parece lícito fazer uma arquitetura nova que se esqueça do passado. Existe a arraigada crença de que as tradições culturais se transmitem em formas físicas que devem ser respeitadas. Mais ainda: todo o patrimônio arquitetônico universal parece estar à disposição de quem projeta, para fazer alusões, referências ou brincadeiras formais.

Um dos temas que aparecem com mais freqüência nas discussões do mundinho dos arquitetos é o da história. Tem-se a impressão de que, em reação ao suposto a-historicismo do “movimento moderno”, romperam-se as comportas para trás e que todos os arquitetos contemporâneos necessitam urgentemente nutrir-se do passado, seja este local ou universal, culto ou popular. Estamos vivendo claramente um sentimento historicista, o que é, até certo ponto, o normal em arquitetura. Entretanto, o historicismo contemporâneo difere de outros historicismos do passado. Para entender com precisão sua particularidade é necessário, mesmo que brevemente, tentar uma história do historicismo em arquitetura.

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