(Foto: Zé Reynaldo)

Hiromiti Mori, Tadanobu Sakuma: Edifício-sede do Banco Mitsubishi Brasileiro, São Paulo, SP

Na forma e volume, a expressão de sobriedade e segurança. Utilizar a arquitetura como veículo para transmitir a imagem de uma empresa é uma prática comum. No prédio da Mitsubishi do Brasil, no entanto, essa função arquitetônica ganha maior expressão, revelando a presença da filosofia da empresa não só representada em sua composição formal, mas também influindo no processo de elaboração do projeto e na sua construção.

O edifício-sede do Banco Mitsubishi foi projetado segundo a linha arquitetônica que caracteriza a maior parte dos prédios dessa organização: uma obra econômica, moderna, funcional e segura. Sua localização lhe proporciona três frentes para logradouros públicos, valorizando a composição arquitetônica no aspecto volumétrico, que procura oferecer uma imagem de segurança, solidez e sobriedade. Enfatizando a proporção de cheios e vazios, foram previstas janelas com abertura reduzida, de maneira a criar maior volume para a fachada e garantir também economia de energia no uso do ar-condicionado. Essa solidez só é quebrada, assim mesmo de forma sutil, pelas reentrâncias nos quatro cantos da torre principal que transformam as paredes em painéis isolados entre si, dando maior leveza ao conjunto.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Por apenas R$ 2,99 mensais, você tem acesso ao conteúdo completo do acervo da revista PROJETO, com mais de 7.000 obras, projetos, entrevistas e artigos

Clique e assineJá sou assinante