Rem Koolhaas (Foto Rob Bogaerts/Anefo)

Entrevista – Rem Koolhaas: de Brasília ao futuro

O escritório do arquiteto Rem Koolhaas encontra-se no sétimo andar de uma edificação dos anos 50, às margens do rio Mousa. Enquanto a construção do túnel ferroviário não chegar a termo, suas conversas (e pensamentos) serão ritmadas pelo som de um trem passante. Todas as paredes e janelas encontravam-se cobertas de fotocópias: papel de parede pensante. Nossa entrevista havia sido cancelada tantas vezes, por causa dessa exposição em fotocópia. A inauguração, em Paris, seria dentro em breve. Um aperto de mão cordial, voz articulada, porém suave. Apesar da fria manhã de março, usava uma camisa de mangas curtas, clara. O primeiro trem cobria a água abaixo quando o gravador foi ativado. Diante de mim, um dos arquitetos que marcam nossa atualidade. Rem Koolhaas, um ser contemporâneo, de território global. Seu discurso, uma cena filmável. Várias xícaras de chá passaram-se por entre tantas palavras publicáveis. Junto ao elevador, na saída, noto as instruções “o último a sair apague a luz”, em cinco idiomas.

Durante o simpósio A Cidade Moderna, no ano passado, em Roterdã, você afirmou que Brasília foi de enorme importância para sua vida e seu trabalho. Segundo suas palavras, “na época de Brasília, ainda era possível imaginar a cidade como um todo, como uma entidade formal homogênea. E hoje em dia isso não mais é possível”. Que significação tem Brasília hoje?

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