Entrevista – Paulo Bastos

Autor de inúmeros projetos que são referência em São Paulo, como o Clube Paineiras do Morumby e o Comando Militar do Sudeste, no Ibirapuera, o arquiteto e professor Paulo de Mello Bastos vem atuando com destaque, nos últimos anos, nas áreas de urbanismo (seu projeto para a favela Jardim Floresta recebeu ex aequo o Grande Prêmio de Urbanismo na 4ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo) e de restauração do patrimônio (entre outros trabalhos, é responsável atualmente pelo restauro e conclusão da Catedral da Sé, em São Paulo). Está ligado ainda às entidades que lutam pela preservação dos bens culturais e do meio ambiente.

Como o senhor vê o atual interesse pela preservação em São Paulo?
Dados o estado de abandono que a cidade atingiu nos últimos anos e o papel que ela desempenha de importante centro de decisões, algumas até de caráter internacional, São Paulo é o que se chama hoje de capital mundial. E, se o Mercosul vingar, teremos, ainda com mais força, a centralização das grandes decisões. Para cumprir esse papel, São Paulo não pode ser essa babel atual, precisa se requalificar para oferecer funções urbanas, principalmente no setor terciário, com serviços, turismo e sistemas modernos de comunicação. São Paulo tem um centro histórico, onde nasceu, significativo do ponto de vista simbólico, mas possui outras áreas importantes de centralidade. No Carandiru é possível uma intervenção que revitalize todo o entorno. Na Luz também. O que está acontecendo, especialmente no centro histórico, é que se está iniciando o processo de revitalização de alguns bens culturais, o que, de certa forma, atende à necessidade de requalificar a cidade.

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