Entrevista – Jaime Lerner

No Brasil, projetos em Porto Alegre (a transformação do cais Mauá e a urbanização de trechos da orla do Guaíba) e em Minas Gerais (o instituto Ideia, na capital mineira). No exterior, a proposta para a implantação de cidades com habitações de interesse social, em Angola, na África. Esses são alguns dos recentes trabalhos idealizados pelo arquiteto e urbanista Jaime Lerner. Melhor talvez fosse classificá-lo como um humanista, de frases memoráveis como as que estão em seu livro de crônicas Quem cria nasce todo dia, publicado este ano. Na entrevista a seguir, ele falou sobre urbanização, questionou o automóvel como solução de mobilidade para as cidades e cutucou, de forma bem‑humorada, os paulistanos: “Quer deixar um paulistano feliz? Diga que São Paulo não tem solução. Eles têm um orgasmo, querem ouvir isso. Se você disser que São Paulo tem solução, começam a olhar de maneira desconfiada”

Desde que deixou a vida pública, no início de 2003, quando teve fim seu segundo mandato como governador do Paraná, Jaime Lerner passou a dar expediente em uma casa na rua Bom Jesus, no Juvevê, bairro próximo do centro de Curitiba. O imóvel, projetado pelo próprio Lerner na década de 1960 e, segundo ele, premiado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, serviu de moradia ao autor e a sua família por mais de 50 anos (inclusive durante seus períodos como prefeito e governador) e foi convertido em sede do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados.

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