Elementos para o desenho do meio urbano litorâneo | Por Celso Gomes Carneiro e Gilberto Bueno Coelho

Cidades preponderantemente vinculadas à função balneária são fenômenos relativamente recentes na costa brasileira e, com certeza, seu surgimento vincula-se ao processo de urbanização/metropolização vivido pelo país nas últimas décadas. Frutos de uma ocupação rápida, intensa e, especialmente, deletéria, sobre um território com peculiares condições ambientais e inadequados sistemas de gestão, esses assentamentos vieram a apresentar um sem número de problemas. Questões como a da contaminação das águas de praias massivamente utilizadas para banho, a da literal desfiguração de segmentos notáveis da paisagem, a dos loteamentos irregulares, para citar apenas algumas, são correntes em toda a costa sul do país.

Com sua origem e dinâmica essencialmente vinculadas à ocorrência de fatores de ordem física – destacando-se aqueles referentes à paisagem -, tais núcleos urbanos podem, se continuarem evoluindo da maneira como antes registramos, ter em breve comprometidas substancialmente as razões de sua existência. Em situações como essa, entendemos, assumem especial importância as questões do desenho urbano, posto que à compatibilização dos processos de apropriação dos espaços com as necessidades da produção de um ambiente urbano adequado e socialmente aceitável associam-se, com elevada ênfase, os problemas da harmonização das formas da paisagem construída àquelas da paisagem natural.

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