Edifício Miraluz, Guarujá (SP), 1993 - Edgardo Olaszek (Foto: Gui Von Schimidt)

Edifícios residenciais: Apartamentos sob domínio das leis

Seis edifícios residenciais mostram as possibilidades de se fazer boa arquitetura para o mercado de médio e alto padrão, apesar das imposições das normas edilícias, legislações urbanísticas e modismos do setor imobiliário.

Em que medida códigos edilícios e legislações urbanísticas são estorvos que dificultam a prática arquitetônica? Como produzir boa arquitetura para os espaços residenciais convivendo com regras do mercado imobiliário que muitas vezes defendem o supérfluo na arquitetura, em detrimento da solução inteligente da planta, da boa técnica, do apuro da construção, de princípios consagrados de urbanidade? O arquiteto gaúcho Flávio Kiefer afirmava (PROJETO 122) que os bons profissionais mostram-se “verdadeiros malabaristas na defesa da qualidade urbana, fazendo um exercício constante de equilíbrio entre o excesso de limites dos planos e a falta de limites dos incorporadores…”, que representa, pode-se complementar, a ânsia de obter altos lucros mesmo que isso signifique comprometer a qualidade arquitetônica e construtiva.

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