Cai o viaduto carioca | Por Elisabete França

A derrubada da Perimetral do Rio de Janeiro, iniciada na manhã de 24 de novembro de 2013, representa, para o Brasil, a morte do urbanismo rodoviarista. A queda, em apenas cinco segundos, dos 31 pilares dos primeiros 1.050 metros demolidos da via suspensa significa a mudança do paradigma urbano que privilegia o transporte individual de alta velocidade. Em pouco tempo os cariocas terão esquecido os transtornos da locomoção e do desperdício do dinheiro público, mas terão como retorno o redesenho da região portuária da cidade.

Para Le Corbusier, que no início dos anos 1920 estava dedicado ao estudo das mudanças urbanas que caracterizaram a virada do século, “a cidade que dispõe de velocidade dispõe de sucesso”. A ideia de facilitar a livre circulação de carros se transformou em um dos principais paradigmas do movimento modernista, o qual foi adotado nas cidades brasileiras nos anos 1950, quando o país deu início à política de incentivos à indústria automobilística, privilegiando o uso do carro em detrimento do transporte público.

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