Desafios do planejamento das grandes cidades | Por Luiz Carlos Costa

Uma questão se coloca a todo cidadão que reflita sobre a realidade das grandes cidades brasileiras, seja ele técnico, político, cientista social ou simplesmente morador que vive o cotidiano da vida urbana: de que adiantou todo o esforço de planejamento nos últimos trinta anos se, apesar do enorme progresso econômico e técnico alcançado em qualquer das grandes cidades brasileiras, as condições de vida estão cada vez mais precárias (sobretudo para a metade mais pobre da população), a eficiência econômica das aglomerações é cada vez menor (os custos de urbanização crescem na proporção em que os recursos escasseiam) e a qualidade ambiental se vê cada vez mais prejudicada?

Neste mesmo sentido: que razão objetiva justificaria a esperança de que o planejamento, ao contrário do que ocorreu no passado, possa se efetivar no futuro, a ponto de anular os catastróficos prognósticos que hoje se fazem para as maiores cidades do*país, nas quais viverão, no ano 2000, 40% dos brasileiros?

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