Foto: Anita Regina Di Marco/Sempla

De construções populares a sinônimo de status | Por Anita Regina Di Marco

Encravadas na malha urbana de São Paulo, as vilas reúnem hoje em dia uma somatória de vantagens das casas e apartamentos, sem as desvantagens de ambos. São uma solução simples, propiciando segurança a um custo razoável, além de uma área comum, onde as crianças brincam e as relações de vizinhança se mantêm e ampliam. Incentivam o relacionamento comunitário através de diversas atividades exercidas conjuntamente pelos moradores, além da preocupação comum de cuidar e conservar intocável aquele recanto ainda tranqüilo da cidade. Médicos, modelos, arquitetos, jornalistas, sociólogos, enfim uma grande diversidade de pessoas (em geral da classe média), abriram mão de morar em apartamentos, mesmo quando maiores, para aderirem à magia das vilas, muito embora elas tenham sido concebidas originalmente como solução de moradia popular.

Bem localizadas e ao mesmo tempo livres dos ruídos e influências diretas do tráfego urbano, as vilas hoje disputam o primeiro lugar junto às imobiliárias, na lista dos tipos de imóveis mais procurados pela população. Tão procurados que é difícil encontrar uma casa para alugar e até para comprar, mesmo quando são oferecidas aos proprietários quantias tentadoras.

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