Conjunto Santa Etelvina, São Paulo, SP (Foto: Jair Malavazi)

Conjuntos habitacionais da Cohab: problemas e soluções | Por Hosana Pedroso

A história do Conjunto Santa Etelvina - ou Cidade Tiradentes - reproduz a de tantos outros núcleos residenciais construídos nos últimos anos no país, sob orientação da política habitacional vigente. Desde a derrubada da primeira árvore e do lançamento das fundações até a conclusão das obras, ocorrida há alguns dias, passaram-se quatro anos. Durante esse período não faltaram ingredientes como: paralisação quase que total das obras; descompasso entre o canteiro e a implantação da infraestrutura pelos órgãos e empresas públicos; deterioração das unidades concluídas, ruas e taludes; e, finalmente, a justificativa comum da "falta de verbas".

No caso do Santa Etelvina, porém, o final foi do tipo happy end, com a injeção de verbas promovida pelo BNH e a total recuperação das unidades pela Cohab. Assim, surge na periferia de São Paulo mais uma “cidade” onde vão morar cerca de 35 000 pessoas. O macro conjunto de avenidas, que têm nomes de sindicatos de classe, e ruas, que homenageiam sindicalistas, assimilará a população hoje na faixa de três a cinco salários mínimos. Suas 7 442 unidades habitacionais estão divididas em embriões de 23 m2, apartamentos que vão de 33 a 56 m2 e casas de 35 m2 de área.

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