Comentários à margem de nossa Ilha da Fantasia | Por Sérgio Teperman

Brasília nasceu como o sinal da cruz, diz o projeto de Lúcio Costa ("Nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse, dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz"). Vinte e cinco anos de cruz. Como Ricardo Coração de Leão. Espada e Cruz. Até a última: Newton Cruz. Sua fundação obedeceu a uma determinação contida na "pronstituição". Ao menos na cons(pros)tituição do dia. Não me recordo muito de outras vezes nos últimos 25 anos em que a "cons" tenha sido obedecida em Brasília. A "pros" certamente foi. Países extremamente desenvolvidos como a Grã-Bretanha não têm constituição escrita. Países em vias de (sub)desenvolvimento têm várias constituições. Nenhuma respeitada. Às vezes graças a Deus, porque de constituições feitas por juristas a serviço do poder as latas de lixo estão cheias. Aliás, somos o país dos juristas: 20% ao mês.

“O Palácio da Alvorada é um forno, e o Teatro Nacional, que lembra o projeto invertido de Oscar para o Museu de Caracas, parece inacabado”

 

Conteúdo exclusivo para assinantes

Por apenas R$ 2,99 mensais, você tem acesso ao conteúdo completo do acervo da revista PROJETO, com mais de 7.000 obras, projetos, entrevistas e artigos

Clique e assineJá sou assinante