Cidade e energia: implicações espaciais do problema energético | Por Vittorio E. Pareto Jr. e Ricardo L. Farret

Introdução

Os últimos anos testemunharam a dramaticidade do problema energético, particularmente para os países em processo de industrialização acelerada, como é o caso do Brasil. A preocupação com a possibilidade de um decréscimo na oferta e com o aumento contínuo nos preços da energia tem levado diversos países a elaborarem políticas energéticas constituídas, basicamente, por duas linhas de ação: racionalização do consumo e desenvolvimento de fontes alternativas de energia. Compreensivelmente, como veremos neste trabalho, os países industrializados tomaram a dianteira deste processo, particularmente na adoção de soluções a curto e médio prazos, as quais, com poucas exceções, têm sido também consideradas pelos países em desenvolvimento. Como conseqüência, em ambos os casos, medidas estruturais, a mais longo prazo, têm sido ignoradas ou, na melhor das hipóteses, consideradas em escala muito aquém daquela exigida pela magnitude do problema energético. Estamos nos referindo, especificamente, às medidas que visam otimizar as relações estruturais entre energia e organização do espaço urbano, tanto a nível do planejamento, quanto da arquitetura.

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