Carlos Bratke: Agência praça da República do Banespa, São Paulo

Lembrança dos tempos idos na concepção do projeto.

De minha parte, a localização da obra tem um grande apelo emocional. Primeiramente pela possibilidade de encaixar um novo edifício dentro de um contexto urbano praticamente concluído. Depois, pela nostalgia em que me vi envolvido pelas lembranças de vinte, trinta anos atrás, quando marcava encontros com a namorada nas esquinas da praça, para depois irmos aos cinemas, teatros e restaurantes situados por ali, a zona mais “chique” da cidade. Muitas vezes, ficava sentado nos bancos sombreados por velhas árvores, admirando o colégio Caetano de Campos, o primeiro prédio da praça da República, o fantástico edifício de apartamentos projetado por Niemeyer e vários outros elementos, como o Edifício Cássio Muniz na esquina da rua do Arouche com a praça, o recém-inaugurado Edifício Itália, de Franz Heep, que um dia seria meu professor no Mackenzie, o Edifício Esther, exemplo do mais avançado modernismo, e os elegantes apartamentos de Jaques Pillon; a proximidade do IAB e da avenida São Luís constituiu a grande motivação para que, já nos primeiros esboços, que saíam em alta velocidade, as visões de um objeto ali colocado fossem extremamente românticas, buscando ao mesmo tempo apoio em uma tecnologia atual que resolvesse os itens do programa.

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