Grandes escritórios: o desafio no horizonte

A prática profissional no país, desde os heroicos momentos de consolidação da arquitetura moderna a partir dos anos 40, pode ser vista como um injustificado conflito entre engenheiros e arquitetos. Enquanto a corporação dos engenheiros respondia aos cada vez mais crescentes desafios da construção civil com estruturas de trabalho complexas e sofisticadas, os arquitetos defendiam sua atuação no mercado como profissionais liberais, em pequenos e artesanais ateliês de projeto, e somente de projeto. “Vendedores de papéis desenhados”, como disse uma vez um veterano arquiteto. Mesmo com o intumescimento dos escritórios de arquitetura durante o “milagre econômico” dos anos 70, a categoria em geral persistiu em disfarçar sua atividade como uma prática artística e intelectual desprovida de hierarquias funcionais e trabalhistas. Certa ambiguidade que os então nascentes sindicatos de arquitetos enfrentaram: defendiam as causas dos arquitetos patrões ou empregados?

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