(Foto: Federico Cairoli)

AR Arquitetos: Edifício Rosa, São Paulo

A luminosidade enevoada, nem opaca nem transparente, com que os painéis autoportantes de vidro filtram a luz incidente nas fachadas é referencial, na sua arquitetura, àquela contemporânea japonesa - analisa a arquiteta Marina Acayaba a respeito do projeto que desenvolveu, junto com o sócio Juan Pablo Rosenberg, no AR Arquitetos, para o retrofit de um edifício comercial de 14 andares. Localizado na extremidade da avenida Paulista, em São Paulo, voltado para o bairro do Pacaembu , o imóvel de esquina tinha fachadas descaracterizadas e problemas de integridade dos caixilhos no início do projeto, em 2013.

Construída pelo avô de Marina Acayaba, a edificação é parte da sua história porque nela também foi sediado o escritório do pai, o arquiteto Marcos Acayaba (com quem estagiou durante a faculdade), e desde 2008 é o endereço do escritório que ela fundou com Juan Pablo Rosenberg naquele ano. Eram de duas ordens as motivações para a requalificação do edifício: estética e ambiental/energética. As fachadas estavam descaracterizadas por causa da inserção aleatória de condensadores  de ar-condicionado pelos condôminos, e as janelas – alumínio por fora e perfis verticais de ferro por dentro – encontravam-se danificadas com níveis importantes de corrosão.

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