A maldição do terreno | Por Adilson Melendez

Nos últimos 15 anos, poucas regiões de São Paulo foram tão cobiçadas pelo mercado imobiliário quanto o eixo formado pelas avenidas Luís Carlos Berrini e Nações Unidas, na zona sul da cidade. Ao longo desse tempo, dezenas de edifícios brotaram no local e nas imediações produzindo um amplo mosaico - muitas vezes de gosto duvidoso - da arquitetura comercial criada por alguns dos principais escritórios brasileiros.Mas, um extenso terreno - entre a Nações Unidas e a avenida Chucri Zaidan e limitado numa de suas laterais pela avenida Morumbi - manteve-se desocupado. Ele permaneceu vago não por falta de projetos e tentativas de se empreender ali. Uma dessas investidas ocorreu ainda no final da década de 80 e foi registrada na PROJETO 122, de junho de 1989, às páginas 190 e 191. O título da reportagem dava idéia da magnitude do empreendimento: "Um hotel de cem milhões de dólares".

Hotel fracassa, mas a nova avenida deslancha parcerias com “gringos”
Nos últimos 15 anos, poucas regiões de São Paulo foram tão cobiçadas pelo mercado imobiliário quanto o eixo formado pelas avenidas Luís Carlos Berrini e Nações Unidas, na zona sul da cidade. Ao longo desse tempo, dezenas de edifícios brotaram no local e nas imediações produzindo um amplo mosaico – muitas vezes de gosto duvidoso – da arquitetura comercial criada por alguns dos principais escritórios brasileiros.
Mas, um extenso terreno – entre a Nações Unidas e a avenida Chucri Zaidan e limitado numa de suas laterais pela avenida Morumbi – manteve-se desocupado.
Ele permaneceu vago não por falta de projetos e tentativas de se empreender ali. Uma dessas investidas ocorreu ainda no final da década de 80 e foi registrada na PROJETO 122, de junho de 1989, às páginas 190 e 191. O título da reportagem dava idéia da magnitude do empreendimento: “Um hotel de cem milhões de dólares”.

O empresário Alcides dos Santos Diniz – já desvinculado do grupo Pão de Açúcar -, à frente da ASD Empreendimentos e Participações, costurara uma joint venture com a corporação japonesa Aoki e o grupo hoteleiro norte-americano Westin Hotels & Resorts para tocar a empreitada. Ocupando uma fração do amplo terreno (12.300 m2), o hotel teria cerca de 400 apartamentos e centro de convenções para 1.200 pessoas. Seria ainda a âncora de um plano maior no qual o escritório Edison Musa Arquitetos Associados vinha trabalhando desde 1987 – então para o Pão de Açúcar. Dele também constavam um complexo de prédios de escritórios e uma arena de espetáculos.

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